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Portugal tem 1474 mortos por coronavírus, mais 9 que ontem. Há 382 novos casos

Nas últimas 24 horas registaram-se 281 recuperados.
Correio da Manhã 6 de Junho de 2020 às 18:17
Coronavírus x
Coronavírus x FOTO: EPA
Portugal regista hoje 1.474 mortes relacionadas com a covid-19, mais nove do que na sexta-feira, e 34.351 infetados, mais 382, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de sexta-feira, em que se registavam 1.465 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,6%. Já os casos de infeção subiram 1,1%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo (12.818), onde se tem registado maior número de surtos, há mais 345 casos de infeção (+2,76%).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 16.855, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 12.818, da região Centro, com 3.799, do Algarve (382) e do Alentejo (266).

Os Açores registam 141 casos de covid-19 e a Madeira contabiliza 90 casos confirmados, de acordo com o boletim hoje divulgado.

A região Norte continua também a ser a que regista o maior número de mortos (804), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (395), do Centro (244), do Algarve e dos Açores (ambos com 15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sexta-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 748 vítimas mortais são mulheres e 726 são homens.

Das mortes registadas, 996 tinham mais de 80 anos, 282 tinham entre os 70 e os 79 anos, 130 tinham entre os 60 e 69 anos, 46 entre 50 e 59, 17 entre os 40 e os 49. Há duas mortes registadas entre os 20 e os 29 anos e uma na faixa etária entre os 30 e os 39 anos.

A caracterização clínica dos casos confirmados indica que 414 doentes estão internados em hospitais, menos sete do que na sexta-feira (-1,66%), dos quais 57 em Unidades de Cuidados Intensivos, menos um.

A recuperar em casa estão 11.656 pessoas.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (2.595), seguido por Vila Nova de Gaia (1.592), Sintra (1.558), Porto (1.414), Matosinhos (1.292), Braga (1.256) e Loures (1.191).

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 337.333 casos suspeitos, dos quais 1.813 aguardam resultado dos testes.

Há 301.169 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados subiu para 20.807 (mais 281).

A DGS regista também 29.013 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Do total de infetados, 19.594 são mulheres e 14.757 são homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (5.776), seguida da faixa dos 50 aos 59 anos (5.610) e das pessoas com idades entre os 30 e os 39 anos (5.309).

Há ainda 4.692 doentes entre os 20 e os 29 anos, 4.639 com mais de 80 anos, 3.673 entre os 60 e 69 anos, e 2.689 entre 70 e 79 anos.

A DGS regista igualmente 772 casos de crianças até aos nove anos e 1.191 jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com a DGS, 40% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 11% dificuldade respiratória.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 395 mil mortos e infetou mais de 6,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Ministra explica subida de casos com estratégia de rastreio intensivo

O crescimento de novos casos de covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo deve-se à adoção de uma estratégia de rastreio intensivo, com 14 mil testes nos últimos dias, justificou hoje a ministra da Saúde.

Em declarações durante a conferência de imprensa de apresentação do boletim epidemiológico de balanço da infeção provocada pelo vírus SARS-CoV-2, Marta Temido assumiu que a Área Metropolitana de Lisboa tem representado "de um modo consistente cerca de 70% do número diário de novos casos notificados no país", concentrados essencialmente nos concelhos de Amadora, Loures, Lisboa, Odivelas e Sintra.

"Temos promovido o rastreio prioritário e intensivo da infeção por SARS-CoV-2 nestes concelhos, atividades e pessoas. Em pouco mais de cinco dias realizámos cerca de 14 mil colheitas de amostras biológicas", revelou a ministra, sublinhando que, "em resultado desta operação de rastreio e do trabalho das autoridades de saúde pública, é expectável que o número de novos casos se mantenha elevado" nos próximos dias.

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