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Segundos testes de coronavírus a repatriados de Wuhan deram negativo

Portugueses terminam isolamento profilático voluntário este sábado.
Correio da Manhã 14 de Fevereiro de 2020 às 21:00
Coronavirus
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Os cidadãos repatriados na sequência do surto de doença respiratória aguda por novo coronavírus foram esta sexta-feira testados pela segunda vez, durante a manhã.

De acordo com um comunicado oficial da Direção-Geral da Saúde, "as análises laboratoriais, que foram realizadas pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), com duas amostras biológicas, foram todas negativas".

Os 20 cidadãos repatriados que estiveram em instalações dedicadas para o efeito, no Hospital Pulido Valente (Centro Hospitalar de Lisboa Norte), terminam este sábado o período de isolamento profilático voluntário de 14 dias. 

Os 20 cidadãos repatriados vieram da China e chegaram a Lisboa em 02 de fevereiro.

As primeiras análises deram negativo e a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse à agência Lusa que uma equipa do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge estaria pelas 09:30 de hoje no Pulido Valente, para fazer uma nova recolha de amostras respiratórias.

Desde o início do mês que os 20 cidadãos estão instalados no Hospital Pulido Valente (Centro Hospitalar de Lisboa Norte), num isolamento voluntário que tem, essencialmente, caráter preventivo.

O surto do coronavírus Covid-19 provocou 1.383 mortos e infetou cerca de 65 mil pessoas a nível mundial.

A maioria dos casos ocorreu na China, onde a epidemia foi detetada no final do ano.

Além de 1.380 mortos na China continental, há a registar um morto na região chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas e um no Japão.

As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

Em Portugal, houve sete casos suspeitos de infeção, mas foram todos declarados negativos.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, há 44 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.

A China anunciou uma mudança de critérios na classificação de infetados pelo novo coronavírus, não sendo obrigatório uma análise laboratorial positiva.

Segundo Graça Freitas, esta alteração é "normal e legítima", uma vez que passa a basear-se em critérios clínicos e em exames radiológicos que confirmem uma pneumonia.

A alteração deste critério permitiu, segundo a diretora-geral da Saúde de Portugal, incluir nos infetados, de modo retrospetivo, pessoas doentes e que não chegaram a fazer análise laboratorial.

Por outro lado, pode melhorar a capacidade de tratamento, uma vez que os doentes passam de imediato a receber tratamento, mesmo antes ou sem a confirmação laboratorial.

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