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Correio da Manhã

Sociedade
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Morreu o padre Joaquim Carreira das Neves

O padre franciscano tinha 82 anos.
28 de Abril de 2017 às 11:10
O padre Joaquim Carreira das Neves morreu esta sexta-feira, aos 82 anos, em Lisboa.

A Agência ECCLESIA avançou com a informação disponibilizada pela Província Portuguesa da Ordem dos Frades Menores (Franciscanos).

Joaquim Carreira das Neves nasceu a 26 de junho de 1934, em Leiria. Foi professor de Teologia Bíblica na Universidade Católica Portuguesa e é o autor de várias obras científicas e de divulgação relacionadas com estudos teológicos.

Em 1958 foi ordenado sacerdote. Licenciou-se em Roma, em Teologia, e doutorou-se, anos mais tarde, em Teologia Bíblica na Universidade Pontifícia de Salamanca. 

O religioso desenvolveu várias investigações sobre a pessoa de Jesus e a Cristologia das primeiras comunidades cristãs, ao longo da sua vida.

"As Grandes Figuras da Bíblia" foi uma das suas maiores obras literárias relacionadas com os estudos biblícos.

O Padre ficou conhecido como uma das caras nacionais em luta contra o cancro. Em entrevista à agência de notícias da Igreja Católica, em 2011, o franciscano revelou ter estado várias vezes à "porta da morte" devido à doença.

Padre Carreira das Neves era uma voz lúcida e figura cimeira da Igreja

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou hoje o padre Joaquim Carreira das Neves como uma voz lúcida e uma das figuras cimeiras da Igreja Católica e da intelectualidade portuguesa nas últimas décadas.

Marcelo Rebelo de Sousa, que hoje ao início da tarde, em Coimbra, reagiu à morte do padre Joaquim Carreira das Neves manifestando "grande desgosto pessoal", divulgou, entretanto, uma mensagem de pesar na página da Presidência da República na Internet.

Nessa nota, o chefe de Estado expressa "profundo pesar" pela morte deste seu amigo de "há muitos anos" e recorda-o como um "sacerdote franciscano dotado de uma invulgar cultura teológica e humanística", que se distinguiu "pela lucidez da sua voz, pelo rigor e pela serenidade do seu pensamento e pela elevação do seu espírito".

"Biblista reputado, autor de trabalhos brilhantes sobre Cristo e as primeiras comunidades cristãs, Joaquim Carreira das Neves aliava um conhecimento ímpar do mundo antigo a uma abertura notável às coordenadas da contemporaneidade, na esteira dos ensinamentos pós-conciliares e de uma conceção renovada da presença da Igreja no mundo", refere.

O Presidente da República acrescenta que, "aos seus méritos intelectuais e académicos", o padre Carreira das Neves "juntava qualidades pessoais e humanas extraordinárias" e "por isso, tinha muitos amigos, que hoje lamentam a perda de uma das figuras cimeiras da Igreja e da intelectualidade portuguesas das nossas últimas décadas".

Hoje, ao início da tarde, em Coimbra, Marcelo Rebelo de Sousa foi informado da morte de Joaquim Carreira das Neves por um jornalista e mostrou-se emocionado.

"Tenho um grande desgosto pessoal, era amigo dele há muito tempo, era uma grande figura, um franciscano muito devotado ao ensino, à investigação da bíblia e ao serviço dos outros", disse, na altura.

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