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Correio da Manhã

Sociedade
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Alerta para riscos com automedicação

Aumenta compra de remédios sem receita para a acidez.
Cláudia Machado 8 de Março de 2017 às 08:45
Infarmed lança uma campanha para o uso racional de remédios para a acidez
Infarmed lança uma campanha para o uso racional de remédios para a acidez FOTO: Tiago Sousa Dias
Só no ano passado, foram vendidas em Portugal mais de sete milhões de embalagens de medicamento para a acidez do estômago, resultando em encargos estimados na ordem dos 59 milhões de euros para o Estado e utentes. Deste total, que representa um aumento de 28% em relação a 2011, mais de 138 mil caixas foram adquiridas sem receita médica, uma situação sem controlo e que coloca os doentes em risco de vários efeitos adversos.

"Os casos sem receita médica são a nossa preocupação porque as pessoas podem estar a tomar estes medicamentos durante meses ou anos. Estão sujeitos a vários efeitos adversos", diz, ao CM, Henrique Luz Rodrigues, presidente do Infarmed, que lança hoje uma campanha de sensibilização para o "uso racional" destas substâncias.

"Estão mais sujeitos a infeções gastrointestinais e a fraturas, neste caso pela redução da absorção de cálcio, entre outros efeitos", alerta o responsável. "Estes medicamentos não são protetores. São como todos os medicamentos, têm riscos", sublinha.

Os dados do Infarmed mostram um crescimento na dispensa de medicamentos com receita: em 2016 venderam-se mais 1,5 milhões de caixas do que em 2011. Já sem receita médica, após quebra entre 2012 e 2014, os números voltaram a subir. Em 2016, a dispensa registou um aumento de 53% em relação a 2013 (90 403 caixas).
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