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Correio da Manhã

Sociedade
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Alerta para riscos de falta de higiene das roupas de cama na Carregueira

Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública alerta para risco de doenças infeciosas e pragas.
17 de Março de 2014 às 13:21
Prisão da Carregueira
Prisão da Carregueira FOTO: João Miguel Rodrigues

O especialista em saúde pública Mário Durval alertou, esta segunda-feira, para os riscos da falta de higiene das roupas de cama, a propósito do caso da prisão da Carregueira, sublinhando que pode implicar o aparecimento de doenças infeciosas e pragas.

O alerta de Mário Durval, da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, surge na sequência de uma notícia divulgada hoje pelo Jornal de Notícias (JN), que denuncia a falta de condições de limpeza das roupas de cama no Estabelecimento Prisional da Carregueira (EPC).

O jornal revela que as capas dos colchões dos guardas prisionais da cadeia da Carregueira não são lavadas há 12 anos e os cobertores dos reclusos há dois anos.

"Desde a inauguração da cadeia, em 2002, que os 180 guardas do EPC, Sintra, vivem com medo de apanhar alguma doença, dada a falta de higiene nas camas. Mas os cobertores, colchas e edredões dos 740 reclusos também não são lavados há cerca de dois anos e a roupa de trabalho há dois meses", adianta o JN.

Confrontado com esta situação, Mário Durval disse à Lusa que "há uma série de situações que podem advir da falta de higiene de roupa que se utiliza nas camas", como doenças infeciosas e pragas.

"É evidente que roupa de cama e outras roupas que estão em condições de prisão, com uma proximidade muito grande - nem sei se as próprias condições de ventilação são as melhores" -, podem acumular micro-organismos, poeiras, que podem implicar doenças infeciosas ou pragas, salientou.

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