Objetivo desta iniciativa é unir esforços para garantir o início das obras no presente ano.
O porta-voz da Aliança Territorial Europeia (ATE) Norte de Extremadura & Beira Baixa disse esta segunda-feira que não querem mais atrasos nem há mais desculpas para que se concretize a ligação das duas capitais ibéricas por autoestrada.
"A mensagem é muito clara. Não há mais desculpas. Não queremos mais atrasos. Temos perdido muita população, quer no interior de Portugal, quer na Extremadura [espanhola]. Estamos já cansados. Vamos passar à ação", afirmou, em Castelo Branco, durante a quarta reunião da ATE - Norte da Extremadura & Beira Baixa, o espanhol Francisco Martín.
O principal objetivo desta iniciativa é unir esforços para garantir o início das obras no presente ano, para a conclusão dos 72 quilómetros de autoestrada pendentes entre Castelo Branco e Moraleja, através da construção do IC31, assegurando a ligação por autoestrada Lisboa-Madrid pela Beira Baixa e pelo Norte da Extremadura espanhola.
Esta plataforma defende, para já, a conclusão dos cerca de 72 quilómetros (de um total de 600 quilómetros) de ligação por autoestrada entre Lisboa e Madrid, isto é, a construção do IC31, ligação entre a A23 e a fronteira das Termas de Monfortinho.
Segundo Francisco Martín, a reunião serve para definir as medidas de ação que vão ser concretizadas, sendo que a primeira, será a realização de uma manifestação pacífica, no dia 20 de maio, na ponte internacional de Monfortinho, em Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.
Em segundo lugar, vai ser assinado um pedido formal para reunir com os quatro grupos parlamentares da Extremadura e com os sete grupos parlamentares da Assembleia da República portuguesa.
"Isto não tem cores políticas. Há mais de 20 anos vim aqui a reivindicar esta autoestrada com Joaquim Morão [ex-presidente da Câmara de Castelo Branco]. A cor que nos importa é a da igualdade de oportunidades", vincou.
Por último, Francisco Martín explicou que vão também pedir uma reunião entre a presidente do governo da Extremadura, Maria Guardiola, e o primeiro-ministro português, Luís Montenegro ou, em alternativa, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
"Queremos que reúnam para ver como estão os projetos e se coordenem. Estamos cansados. Não queremos mais promessas. Queremos ser a voz dos jovens, das mulheres e da esperança", sublinhou.
Já o anfitrião desta quarta reunião, o presidente da Câmara de Castelo Branco disse que o atual governo está a elaborar os projetos.
Contudo, Leopoldo Rodrigues entende que o milhão de euros que está no Orçamento de Estado "é e manifestamente insuficiente para o desenvolvimento deste projeto".
"Há da parte do ministro das Infraestruturas, o compromisso de levar o projeto por diante. Mas, aquilo que nós queremos é decisões e decisões práticas. Aquilo que queremos é ver as máquinas a fazer barulho. Queremos os projetos concluídos, queremos decisões. Queremos que o IC 31 em perfil de autoestrada seja efetivamente uma realidade", sustentou.
O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Beira Baixa colocou apenas uma questão depois de todas as intervenções.
"Se os partidos estão todos de acordo. Aqui nesta sala todos estão de acordo. Se os governos [português e espanhol] já têm mais ou menos tudo tratado, a pergunta que se coloca é: o que é que falta?", questionou João Lobo.
O presidente da CIM da Beira Baixa e também da Câmara de Proença-a-Nova reforçou a importância estratégia desta infraestrutura, quer para Portugal quer para Espanha.
"Não quero crer que não se fará. Quero acreditar que em 2027 as máquinas estão no terreno", disse.
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