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Almada criou gabinete de apoio aos munícipes desalojados pelas intempéries

Neste concelho, um total de 476 pessoas foram retiradas das suas habitações desde que o território começou a registar deslizamentos de terras devido ao mau tempo.

19 de fevereiro de 2026 às 18:22

A Câmara Municipal de Almada, no distrito de Setúbal, tem a funcionar desde esta quinta-feira um gabinete de apoio dirigido aos munícipes que tiveram de sair das suas casas na sequência das intempéries que atingiram o país.

No concelho de Almada, um total de 476 pessoas foram retiradas das suas habitações desde que o território começou a registar deslizamentos de terras devido ao mau tempo, das quais 225 estão alojadas pela autarquia.

Algumas das pessoas estão alojadas no Inatel da Costa da Caparica, que disponibilizou 27 dos seus 35 quartos para acolher deslocados daquele concelho.

Segundo fonte do município, o atendimento no gabinete instalado na Junta de Freguesia da Trafaria, será feito por técnicos da ação social e da habitação das 10:00 às 17:00.

Paralelamente, a Câmara Municipal de Almada criou um grupo interno de trabalho para avaliar e acompanhar as consequências dos estragos.

Numa publicação na sua página oficial na rede social Facebook, a presidente da Câmara Municipal de Almada explica que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil esteve no terreno a avaliar o impacto das intempéries no território.

Inês de Medeiros disse ainda que foi também ativado o mecanismo europeu, Copernicus, que permitirá uma monitorização permanente e uma análise mais aprofundada das zonas atingidas.

Em simultâneo, adianta a autarca, será reforçado o policiamento de proximidade, com ligação direta ao Comando Nacional das Operações de Socorro, para garantir maior acompanhamento e segurança.

"Quero que saibam que continuamos totalmente empenhados em acompanhar cada situação, proteger as pessoas e cuidar do nosso território. Estamos presentes, atentos e a trabalhar todos os dias para que ninguém fique para trás", sustenta.

Na segunda-feira, durante a reunião de câmara, a autarca admitiu que muitas das pessoas que tiveram de sair das habitações não conseguirão regressar às casas.

Desde o início das tempestades que assolaram o território português, o concelho de Almada tem registado vários deslizamentos de terras nas arribas da Costa da Caparica e de Porto Brandão.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.

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