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Alunos estrangeiros mais que duplicaram em cinco anos

Maior crescimento entre crianças da CPLP. No 1º ciclo há concelhos onde mais de um terço são alunos estrangeiros

25 de junho de 2025 às 01:30

Em cinco anos, o número de alunos estrangeiros no ensino não superior mais que duplicou, passando de 83518 (5% do total) em 2019 para 168545 (11%) em 2023. O maior crescimento registou-se nos estudantes oriundos dos países da CPLP: eram 52157 em 2019, em 2023 já eram 112533. Há concelhos onde a percentagem de alunos estrangeiros no 1º ciclo é superior a um terço do total em todos os níveis de ensino, revela o relatório Balanço Anual da Educação 2025, da Fundação Belmiro de Azevedo, que é apresentado na quinta-feira.

No documento, os especialistas alertam que "a expansão de diversidade não se limitou às principais áreas metropolitanas, difundindo-se por regiões suburbanas alargadas e municípios de menor dimensão. Esta tendência e a sua magnitude obriga o sistema educativo a adaptar-se a realidades cada vez mais heterogéneas em termos de origem cultural e nacional e em termos de condições específicas de aprendizagem".

O relatório contém várias análises e dados a todo o sistema educativo. No que respeita às creches, em 2023 eram frequentadas por 114200 crianças, com uma taxa de cobertura de 55%. Apesar do programa Creche Feliz ter melhorado a acesso às creches, ainda há muitas assimetrias no País, com baixa cobertura na Grande Lisboa, Área Metropolitana do Porto, Alentejo, Algarve, Setúbal e Santarém. A taxa de cobertura aumentou em 78% dos concelhos, mas a baixa cobertura manteve-se nas mesmas regiões. No pré-escolar, que contava 265025 crianças em 2023, "a frequência já se aproxima bastante da universalidade", com 94% das crianças dos 3 aos 5 anos integradas na rede. Cada educador de infância trabalhava, em média, com 15,6 crianças.

A totalidade das crianças entre 6 e 14 anos frequenta o ensino básico. Em 2023, o básico tinha 945449 alunos inscritos, enquanto no secundário havia 394964 estudantes. O sistema de Ensino Superior contava 448235 alunos.

Ter mais formação permite ter vantagens salariais. Os licenciados ganham em média 45% mais que um diplomado com o ensino secundário, enquanto os mestres auferem mais 80% que o diplomado do secundário. Os doutorados ganham em média mais do dobro (120%) do que quem tem apenas o secundário.

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