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Correio da Manhã

Sociedade
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Alunos sem aulas por alegada falta de financiamento do Ministério

Três semanas após o início do ano lectivo, 50 alunos da Escola do Comércio de Lisboa ficaram sem aulas por alegada falta de financiamento estatal. Esta segunda-feira manifestaram-se em frente à Direcção Regional de Educação exigindo "uma escola para estudar".
17 de Outubro de 2011 às 16:32
50 alunos da Escola do Comércio de Lisboa ficaram sem aulas
50 alunos da Escola do Comércio de Lisboa ficaram sem aulas FOTO: Pedro Catarino

Até à passada quarta-feira, João, Claúdia e Joana eram alunos dos Cursos de Educação e Formação (CEF) de nível II da Escola do Comércio de Lisboa. Ao final da tarde de 12 de Outubro, foram informados de que aquele seria o seu último dia de aulas. Razão: "Disseram-nos que não havia financiamento do Ministério da Educação para continuar as aulas", explicou Cláudia Fernandes. 
 
Os alunos dos cursos de formação de Empregado do Comércio e Operador de Informática manifestaram-se em frente à Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT) exigindo explicações.   

Após a reunião na DRELVT, contaram à agência Lusa que "parece que afinal a escola também tem culpas" na matéria: "O Ministério da Educação avisou todas as escolas com CEF que não sabia se teria capacidade para financiar estes cursos. Mas mesmo assim a Escola de Comércio decidiu começar as aulas", recordou João Alves, aluno da turma de Operador Informático.  

Os estudantes garantem que não são caso único no País. "Só na zona de Lisboa existem cerca de 1500 alunos inscritos nos CEF e por isso estão mais ou menos na mesma situação", garantiu Vasco Sarrico, aluno do 10º ano que foi à manifestação "em solidariedade com os colegas".  

A Lusa contactou o Ministério da Educação e Ciência assim como a DRELVT mas não obteve qualquer resposta até ao momento.  

Os manifestantes dizem que as outras escolas decidiram não começar as aulas até ter uma resposta do Ministério quanto á capacidade de financiar os CEF. "A nossa foi a única que abriu os cursos para depois termos apenas três semanas de aulas", lamentou Cláudia Fernandes. 
 
Os alunos da Escola do Comércio de Lisboa temem não arranjar escolas alternativas para estudar: "Já fui às três escolas da minha zona e avisaram-me logo que não havia vagas e que tinha que ser a DRELVT ou o Ministério a conseguir vagas para nós. Só queremos uma escola para estudar", lamentou Joana Oliveira.  

"Em Lisboa já não há vagas em nenhuma escola. O que é que vamos fazer agora?! É que nem o 9º ano temos. Ficamos sem fazer nada", desabafou Cláudia Fernandes que não tardou por uma resposta irónica de João Alves: "Agora vamos aprender na escola da vida".  

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