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Correio da Manhã

Sociedade
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AMI apoiou mais de sete mil pessoas carenciadas desde o início do ano

Distribuição de géneros alimentares foi o serviço social da AMI mais procurado, tendo sido apoiadas 3.967 pessoas (53%).
Lusa 25 de Novembro de 2020 às 13:44
Comida de take-away
Comida de take-away FOTO: Getty Images
Mais de sete mil pessoas em situação de pobreza e exclusão social foram apoiadas pela AMI desde o início do ano, sendo o serviço de distribuição de géneros alimentares o mais procurado, anunciou esta quarta-feira a instituição.

Em comunicado, a AMI - Assistência Médica Internacional adianta que a distribuição de géneros alimentares foi o serviço social da AMI mais procurado, tendo sido apoiadas 3.967 pessoas (53%), seguindo-se o apoio social, que chegou a 3.791 pessoas (51%), e o roupeiro, a que recorreram 1.612 pessoas (21%).

A AMI adianta também que os refeitórios e a entrega de refeições ao domicílio, através do Serviço de Apoio Domiciliário da instituição, permitiram servir 126.168 refeições a 1.245 pessoas.

Durante o período de confinamento provocado pela pandemia de covid-19, o número médio de refeições por utilizador aumentou fortemente, segundo a AMI, adiantando que passou de 37 refeições por pessoa no primeiro trimestre do ano para 60.

"Também o serviço de distribuição de géneros alimentares apoiou, neste período, 2.931 pessoas, um aumento de 19% em relação ao período anterior, resultado da criação de respostas que visaram o apoio alimentar e a proteção dos grupos mais vulneráveis como as famílias monoparentais, idosos e população mais isolada e de saúde mais frágil", indica a AMI.

O Serviço de Apoio Domiciliário registou, igualmente, um aumento significativo do número de refeições entregues aos beneficiários, num total de 4.586, um acréscimo de 46% em relação aos primeiros meses do ano.

Tendo em conta o número cada vez mais crescente de pessoas que necessitam de auxílio, a AMI diz estar preocupada com a segurança alimentar de 50% das pessoas.

As pessoas que são apoiadas pela instituição indicam "como principal motivo para recorrerem aos nossos serviços a necessidade de bens alimentares. Tal leva-nos a crer que não têm os meios suficientes para uma alimentação digna e segura à luz da definição de segurança alimentar da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (sigla inglesa FAO), referiu à Lusa fonte da instituição.

A FAO defende que "a Segurança Alimentar ocorre quando todas as pessoas têm acesso físico, social e económico permanente a alimentos seguros, nutritivos e em quantidade suficiente para satisfazer as suas necessidades nutricionais e preferências alimentares, tendo assim uma vida ativa e saudável".

"É, por isso, uma grande preocupação da AMI face ao aumento dos pedidos de ajuda que tem vindo a receber. Felizmente, a AMI tem conseguido proporcionar esse apoio alimentar com o cofinanciamento da Segurança Social e de algumas autarquias, embora com maiores dificuldades, face à redução de apoios este ano, uma vez que não foi possível realizar nem os dois peditórios de rua nem a recolha alimentar em supermercados como habitualmente", segundo fonte.

Por isso, a AMI tem em curso algumas campanhas de angariação de alimentos, como é o caso da campanha de Natal, que este ano têm uma importância e urgência acrescidas.

A AMI diz ainda que na época natalícia, para além do acompanhamento social que disponibiliza ao longo de todo o ano, vai fazer chegar aos beneficiários dos Centros Porta Amiga um cabaz de Natal com uma variedade de produtos tradicionais da época.

Este ano, serão apoiadas 1.904 famílias em todo o país.

A AMI diz que não está em causa a prestação do apoio que presta, mas "não deixa de ser uma preocupação fundamental e um reflexo da pressão social atual".

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.397.322 mortos resultantes de mais de 59,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 4.056 pessoas dos 268.721 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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