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Correio da Manhã

Sociedade
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“Amo muito o meu filho e só o quero de volta”

Juiz que autorizou retirada do bebé alega que mãe não acordava para amamentar.
Ana Isabel Fonseca 1 de Março de 2017 às 08:26
Sónia Castro desespera pelo filho
Hospital de Matosinhos
Sónia Castro desespera pelo filho
Hospital de Matosinhos
Sónia Castro desespera pelo filho
Hospital de Matosinhos
Sónia Castro é uma mãe em desespero e que tenta a todo o custo reaver o filho bebé. O menino foi-lhe retirado a 16 de fevereiro, apenas 11 dias após o nascimento. O juiz que promoveu o acolhimento provisório do menino por 30 dias alega, entre outras coisas, que o bebé estaria em perigo, uma vez que a jovem, de 23 anos e natural de Matosinhos, tinha dificuldades em acordar durante a noite para amamentar.

"Disseram que eu não tinha amor pelo meu filho, mas isso é mentira. Amo muito o menino e só o quero de volta", diz ao CM Sónia Castro, que está a ser apoiada pelo pai do bebé.

Sónia alega que foi coagida a aceitar um acordo da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Matosinhos com vista à retirada do filho, acordo esse que revogou logo no dia seguinte.

O bebé continuou, mesmo assim, na instituição e só no dia 25 um juiz de turno fundamentou a decisão de acolhimento da criança. O magistrado baseou-se no relatório do Hospital Pedro Hispano, que diz, por exemplo, que a mãe deixou o bebé ficar desidratado, ao ponto daquele ficar roxo.

Sónia garante que chamou várias vezes pelos médicos e enfermeiros, mas que aqueles apenas a ouviram quando o bebé já se encontrava com febre.
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