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Correio da Manhã

Sociedade

Antigo presidente do INEM fica em prisão preventiva

Cunha Ribeiro indiciado por corrupção passiva, branqueamento de capitais e recebimento indevido.
17 de Dezembro de 2016 às 22:03
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro, ex-presidente do INEM
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro, ex-presidente do INEM
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro
Luis Cunha Ribeiro, ex-presidente do INEM
Luis Cunha Ribeiro
Luís Cunha Ribeiro, antigo presidente do INEM e principal arguido na 'Operção O Negativo', vai ficar a aguardar julgamento em prisão preventiva, apurou o CM.

Cunha Ribeiro está indiciado por corrupção passiva, branqueamento de capitais e recebimento indevido. 

Luis Cunha Ribeiro foi detido na passada terça-feira no decorrer da investigação da Unidade de Combate à Corrupção da PJ e do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa que investiga factos suscetíveis de integrarem a prática de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem e branqueamento de capitais. 

Entre 2003 e 2008 foi presidente do INEM e voltou nesse ano ao Hospital de São João para dirigir o Serviço de Sangue, onde ficou até 2011. Foi nessa altura que foi nomeado para a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, cargo que acabou por abandonar o ano passado após a morte de David Duarte, o jovem que esteve três dias à espera de uma cirurgia no Hospital de São José.



O ex-presidente do INEM terá favorecido a Octapharma em 2000, no concurso para o fornecimento de plasma sanguíneo aos hospitais públicos, que nos últimos 16 anos rendeu à gigante suíça mais de 100 milhões de euros. 

Lalanda de Castro, que também foi preso esta semana, terá corrompido o amigo, oferecendo-lhe duas casas de luxo, um carro de alta cilindrada, dezenas de milhares de euros em dinheiro e material informático. Além de lhe ter pago várias viagens de férias.

Luís Cunha Ribeiro, que mais recentemente liderou a Administração Regional de Saúde de Lisboa, passeou pela Europa e até para destinos exóticos com tudo pago pela Octapharma de Lalanda de Castro, que deu emprego a José Sócrates até que este também foi preso, por corrupção, no âmbito da operação Marquês, em finais de 2014.

Durante a investigação, foram realizadas mais de 30 buscas em estabelecimentos oficiais relacionados com a saúde, incluindo o Ministério e o INEM, duas buscas em escritórios e locais de trabalho de advogados e outras em território suíço.

"No inquérito investigam-se suspeitas de obtenção, por parte de uma empresa de produtos farmacêuticos, de uma posição de monopólio no fornecimento de plasma humano inativado e de uma posição de domínio no fornecimento de hemoderivados a diversas instituições e serviços que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS)", referiu a nota da PGR.

Para o efeito, "um representante da referida empresa de produtos farmacêuticos e um funcionário com relevantes funções no âmbito de procedimentos concursais públicos nesta área da saúde terão acordado entre si que este último utilizaria as suas funções e influência para beneficiar indevidamente a empresa do primeiro", acrescentou.

Os factos em investigação ocorreram entre 1999 e 2015 e os suspeitos terão obtido vantagens económicas que procuraram ocultar, em determinadas ocasiões com a ajuda de terceiros.

(Em atualização)


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