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Correio da Manhã

Sociedade
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Anuário 2016: A taça do orgulho português

Selecionador diz que Ronaldo foi apenas “o amplificador” das suas ordens durante o jogo da grande vitória contra os franceses.
Fernanda Cachão 17 de Dezembro de 2016 às 01:45
Portugal Campeão Europeu
Portugal Campeão Europeu FOTO: Pedro Ferreira
"No primeiro dia, quando disse aos meus jogadores que o meu objetivo era ganhar o Europeu, alguns semblantes ficaram surpresos", recorda Fernando Santos na entrevista ao CM e à CMTV, que é este domingo publicada no Anuário de 2016. Sem surpresa, a redação elegeu como Facto do Ano em Portugal o dia em que o País parou e depois explodiu de alegria e um pouco por todo o Mundo se festejou em português: o 10 de julho, na final contra a França, numa vitória suada em que valeu a inspiração de Éder.

Nomeado para os prémios da FIFA, o míster - um católico que "reza várias vezes por dia" - chuta para canto a modéstia para frisar que sabe que é "um treinador de grande qualidade". E embora reconheça o papel fundamental do capitão Cristiano Ronaldo, deixa bem claro que ele nunca foi seu "adjunto" e só "serviu de amplificador" das suas indicações para dentro das quatro linhas. "Para nós, refere Fernando Santos, o Europeu é já passado glorioso para contarmos aos netos e à família. Queremos estar na Rússia em 2018 e afirmamo-nos como candidatos a qualquer coisa."

FIGURA NACIONAL
O Presidente da República mais popular de sempre
É o Presidente da República com o maior índice de popularidade de sempre. A entrevista com Marcelo Rebelo de Sousa sobre o ‘beijómetro’ com o qual mede a alma dos portugueses, a mudança de vida provocada pela eleição de 24 de janeiro mas também sobre os seus antecessores em Belém e a convivência institucional com António Costa: "Uma coisa é ser o ‘Presidente dos afetos’ e outra é haver uma lei com a qual não concordo, e nessa situação veto."

A reportagem nos bastidores da agenda presidencial pelo norte do País, nas cidades do Porto, Guimarães e Braga, em que testemunhámos o ritmo desenfreado do Presidente, a sua popularidade e a forma como atropela a agenda para dar mais um beijinho ou tirar mais uma selfie.

FIGURA INTERNACIONAL
A América elegeu o populismo do milionário Donald Trump
A 8 de novembro, o milionário de 70 anos foi eleito pelos americanos para cinco anos na Casa Branca, contra a maioria dos prognósticos que apontavam para a eleição da candidata democrata Hillary Clinton. Mas Donald Trump ganhou com promessas eleitorais como a de erguer um muro na fronteira com o México, expulsar os imigrantes ilegais, proteger a produção interna fazendo frente à China e acabar com o fundamentalismo islâmico. Ganhou porque na política americana o populismo já tinha feito história na década de 90, com figuras como Ross Perot e Pat Buchanan, como refere João Pereira Coutinho.

E ainda que com este que é o mais velho presidente eleito nos EUA seja difícil fazer previsões, certo é que uma coisa é fazer campanha eleitoral, "outra é habitar o nº 1600 da Pennsylvania Avenue".

FACTO INTERNACIONAL
Brexit inglês põe em causa futuro da União Europeia
No referendo de 23 de junho, os ingleses votaram pela saída da União Europeia, resultado que põe em xeque o futuro da própria comunidade e fortalece os partidos europeus que têm um discurso anti-UE em países como a Holanda e a França, que em 2017 vão a votos. O Brexit ganhou e o primeiro-ministro David Cameron demitiu-se.
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