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Correio da Manhã

Sociedade
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‘Apagão’ obriga a receita manual

Anomalia técnica afetou hospitais e centros de saúde. Clínicos reclamam do sistema.
7 de Fevereiro de 2014 às 19:17
O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, não quer os clínicos como burocratas informáticos
O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, não quer os clínicos como burocratas informáticos FOTO: João Miguel Rodrigues

Os hospitais e centros de saúde sofreram um ‘apagão’ informático que durou nove horas. Uma anomalia técnica impediu os médicos de acederem ao registo eletrónico da saúde entre a 01h00 e as 10h00 de quarta-feira. A par do problema, os clínicos dos hospitais e centros de saúde de todo o País queixam-se da lentidão e dificuldade de acesso de uma nova aplicação informática, para a prescrição eletrónica dos medicamentos (PEM), que obriga à receita manual.

Segundo o CM apurou, a origem da anomalia ainda é desconhecida e afetou a prescrição eletrónica de medicamentos e a emissão de atestados médicos. A avaria dificultou ainda o acesso aos processos clínicos e ao registo dos certificados de óbito.

Os médicos queixam-se de que as falhas com a nova aplicação fazem diminuir o tempo disponível para os doentes. A Ordem dos Médicos apela ao Ministério da Saúde para não transformar os clínicos em "burocratas informáticos".

Essas dificuldades levaram centros de saúde em Beja a suspender, a 27 de janeiro, os atendimentos dependentes do registo informático para assegurar a assistência médica. Fonte do ministério afirmou ao CM que o problema "é do equipamento informático".

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