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Argentina chumba legalização do aborto até às 14 semanas

A lei foi chumbada com 38 votos contra, 31 a favor e duas abstenções, depois de ter sido aprovada em Junho pela Câmara dos Deputados.

09 de agosto de 2018 às 08:38

O Senado argentino rejeitou, esta quinta-feira, após 16 horas de debate, a despenalização do aborto até às 14 semanas. A lei foi chumbada com 38 votos contra, 31 a favor e duas abstenções, depois de ter sido aprovada em Junho pela Câmara dos Deputados, refere a Sábado.

A lei argentina só permite a interrupção da gravidez em caso de violação ou de risco para a saúde da gestante. Todos os anos, cerca de 450 mil mulheres argentinas abortam clandestinamente. O projecto-lei chumbado

autorizava a interrupção voluntária da gravidez até às 14 semanas de gestação e previa que a medida seja gratuita em todos os centros de saúde do país.

A sociedade argentina mostrou-se profundamente dividida sobre esta questão, independentemente de filiações partidárias ou de classes sociais, e ao longo de várias semanas foram convocadas várias marchas a favor e contra a despenalização. Tal como em Junho, a votação que começou na quarta-feira e terminou na madrugada desta quinta, foi acompanhada por milhares de pessoas na frente do parlamento.O presidente da Argentina, Mauricio Macri, assumiu que pessoalmente se opõe ao aborto mas que defendia a aprovação da descriminalização, em nome dos direitos da mulher. Já o argentino Papa Francisco foi um dos "motores" da campanha pelo "não", tendo sido protagonista de várias mensagens que apelavam aos senadores que chumbassem a proposta.

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