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Correio da Manhã

Sociedade
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Arquitetos estão a emigrar mais

O número de certificados pedidos para se trabalhar no estrangeiro aumentou nos últimos anos. Brasil e Reino Unido são os principais destinos.
28 de Agosto de 2013 às 01:00
A construção de estádios no Brasil é uma oportunidade
A construção de estádios no Brasil é uma oportunidade FOTO: Rodolfo Buhrer/Reuters

Há mais arquitetos a deixar Portugal. O número de certificados atribuídos pela Ordem dos Arquitetos para que os profissionais possam trabalhar fora do País tem aumentado. Em 2009, foram emitidos 160 certificados, um número que aumentou significativamente em 2012, com 463 pedidos. Este ano, mais de 250 profissionais já solicitaram à Ordem dos Arquitetos certificados para trabalhar lá fora.

O mercado nacional está estagnado e as obras estão paradas. Cada vez mais ir para o estrangeiro é uma opção. É a solução encontrada por recém-licenciados ou profissionais com vários anos de carreira. São jovens engenheiros, arquitetos e empresários que partem em busca de uma oportunidade. Muitos querem aproveitar o ‘boom’ económico brasileiro enquanto dura. O Brasil lidera, desde 2011, a preferência dos arquitetos portugueses. A proximidade dos eventos desportivos nos próximos anos – Campeonato do Mundo de futebol e Jogos Olímpicos – é o principal motivo de interesse.

Também o Reino Unido tem atraído a atenção dos arquitetos. A proximidade é a razão apontada. "Os arquitetos não estão a sair à procura de melhores condições, mas em busca de condições e de trabalho. A área sofre uma das maiores crises de sempre. A Ordem dos Arquitetos tem feito todos os esforços para facilitar a integração de arquitetos portugueses no mercado brasileiro, ao nível do reconhecimento. Em Portugal, as áreas da engenharia e arquitetura englobam mais de 60 mil profissionais", explicou ao CM João Santa Rita, vice-presidente da Ordem dos Arquitetos.

Segundo apurou o Correio da Manhã, há arquitetos recém-licenciados a ganhar entre 500 e 1000 euros por mês. Muitos deles estão a recibos verdes. Com mais de cinco anos de experiência, o ordenado tende a aumentar, fixando-se entre os 700 euros e os 1500 euros nalguns casos.

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