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Correio da Manhã

Sociedade
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Arrasada gestão do São Marcos

O não cumprimento dos "objectivos de prazos de pagamento a fornecedores" previstos no programa ‘Pagar a Tempo e Horas’, aprovado pelo Governo em finais de 2008, é uma das muitas lacunas apontadas à gestão de Lino Mesquita Machado no Hospital de São Marcos, Braga, no relatório da última auditoria ao sistema de controlo interno daquela unidade, realizada pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS).
8 de Setembro de 2010 às 00:30
Em Agosto do ano passado, as dívidas do hospital a fornecedores atingiram a 36 milhões de euros
Em Agosto do ano passado, as dívidas do hospital a fornecedores atingiram a 36 milhões de euros FOTO: Sérgio Freitas

Refira-se que as dívidas a fornecedores atingiram, tal como o CM noticiou, os 36 milhões de euros em Agosto de 2009. Apesar de ser negada por Lino Mesquita Machado, a situação causou apreensão no Ministério da Saúde.

Mas a IGAS, no relatório a que o CM teve acesso, vai mais longe, ao referir que as verbas resultantes da receita corrente "não são diária e integralmente depositadas", como determina o plano orçamental do Ministério da Saúde, revelando "confusão e desorganização" na estrutura interna.

O relatório desta última auditoria, de 62 páginas e cujas recomendações foram enviadas à ministra da Saúde, Ana Jorge, e ao Tribunal de Contas, esclarece que não havia "mecanismos de articulação entre os sectores da contabilidade, aprovisionamento e serviços que permitissem um controlo dos factos relacionados com a utilização e movimentação diárias dos bens, direitos e obrigações".

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