O comando distrital da PSP contactou a Segurança Social para ser encontrada uma resposta para o idoso.
A Administração Regional de Saúde do Norte vai averiguar um caso denunciado na terça-feira à PSP de Viana do Castelo pela vereadora da CDU na Câmara, de alegado "abandono" de um idoso por uma unidade de convalescença local.
Em resposta por escrito a um pedido de esclarecimento esta quarta-feira enviado pela agência Lusa, fonte da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte adiantou que o "conselho diretivo, no âmbito das suas competências, instruiu já os serviços respetivos no sentido de se proceder à averiguação" do caso.
"Oportunamente será dado nota das conclusões do trabalho em curso", especificou a fonte da ARS do Norte.
Em causa está a Unidade de Cuidados Continuados (UCC) da Bella Vida. Segundo informação que consta na página oficial daquela instituição na Internet, "a Unidade de Cuidados Continuados Bella Vida, tem acordo de convalescença (24 camas) com Administração Regional de Saúde".
A "unidade de convalescença, integrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, tem como objetivo a recuperação, reabilitação e reintegração de pessoas que se encontram em situação de dependência e a necessitar de cuidados especializados, independentemente da idade".
"A permanência nesta unidade pode ir até 30 dias de internamento e a referenciação é sempre feita a partir dos hospitais ou através dos centros de saúde", lê-se na publicação.
Na terça-feira, a vereadora da CDU na Câmara de Viana do Castelo, Cláudia Marinho, disse à Lusa ter denunciado à PSP o alegado "abandono" de um idoso, amputado, em maio, de um membro inferior, insulinodependente, em cadeiras de rodas, numa paragem de autocarros, em Areosa, onde teria sido deixado por um funcionário daquela Unidade de Cuidados Continuados (UCC).
Cláudia Marinho abordou o homem de 69 anos, que estaria naquele local a aguardar por transporte para o distrito do Porto, para a cidade de Gondomar, de onde é natural.
Para sair da UCC onde estava internado, o idoso disse "ter assinado um termo de responsabilidade, por pretender ser transferido para outra resposta mais perto da área de residência, em Fânzeres, Gondomar".
"Trabalho na área social e sei, de antemão, que não são estes os procedimentos a seguir. Mesmo que o senhor quisesse, por sua livre vontade, ter alta, é preciso contactar a família e só depois de se ter a certeza do local para onde irá, em segurança, é que se pode dar uma alta social. Não é desta forma. Não é deixar ao abandono, porque o senhor foi deixado ao abandono numa paragem de autocarros. Como cidadã e como profissional não posso ficar indiferente. Estamos a falar de um idoso, num contexto de pandemia, que é deixado completamente desprotegido", disse Cláudia Marinho, assistente social de profissão.
Na altura, contactado pela Lusa, o comandante da PSP, Rui Conde, disse que a polícia foi ao local e levou o idoso para a esquadra. Os agentes que se deslocaram à UCC, foram "informados de que o homem tinha assinou um termo de responsabilidade para sair da estrutura".
O comando distrital da PSP contactou a Segurança Social para ser encontrada uma resposta para o idoso.
"A Segurança Social foi buscar o senhor para o transportar para a sua residência em Gondomar e verificar das condições da habitação. Se pode ficar a viver em casa, com o apoio da Segurança Social local ou se será necessário encontrar outra reposta mais próxima de casa, como era seu desejo", explicou Rui Conde.
Na altura a Lusa pediu esclarecimentos, por escrito, à Segurança Social e à direção da Bella Vida, mas sem sucesso.
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