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Correio da Manhã

Sociedade
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Assembleia Municipal de Lisboa aprova voto de pesar pelas mulheres vítimas de violência

Desde o início do ano morreram 33 pessoas vítimas de maus tratos, 25 das quais eram mulheres.
Lusa 26 de Novembro de 2019 às 16:22
Marcha em Lisboa no  Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres
Marcha em Lisboa no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres FOTO: Mário Cruz/Lusa_EPA
A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou esta terça-feira por unanimidade um voto de pesar por todas as mulheres vítimas de abuso, assédio, maus tratos ou qualquer outra forma de violência, salientando a necessidade de combater diariamente este "grave flagelo social".

"O combate a este problema faz-se diariamente, sendo todos nós fundamentais para a sua resolução. A educação para a igualdade nas famílias e nas escolas numa sociedade como a nossa que defende a liberdade e a dignidade da pessoa humana é urgente", lê no voto apresentado pelo PS.

Salientando-se que a violência contra as mulheres é "um dos mais graves flagelos sociais" e que é urgente resolvê-lo, no voto é recordado que, desde o início do ano, morreram 33 pessoas vítimas de violência doméstica, 25 das quais eram mulheres.

No voto, apresentado no âmbito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, que se assinalou na segunda-feira, presta-se homenagem a todas as mulheres vítimas de violência de género e alerta-se para a importância dos "Direitos das Mulheres, pondo assim em evidência as múltiplas discriminações a que as mesmas estão expostas, em diferentes domínios".

"A violência doméstica contra as mulheres é transversal a todas as condições e de todos os estratos sociais e económicos. O abuso ou assédio sexual, bem como os maus tratos físicos e psicológicos são as situações mais frequentes, mas não podemos esquecer, também, que as mulheres continuam a ser vítimas de desigualdades várias que afetam o seu legítimo exercício de direitos", é referido.

Vários estudos mostram que a incidência da pobreza é superior nos agregados familiares cujo indivíduo de referência é a mulher, lê-se ainda no voto, recordando-se também que as mulheres são igualmente as mais discriminadas no contexto do trabalho e que "a diferença salarial entre os sexos continua a ser uma questão premente de resolver em Portugal e no mundo".
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