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Associação de Municípios defende que Proteção Civil regional funcionou, mas a nível nacional devia ter atuado mais cedo

ANMP gostaria que a Proteção Civil nacional "tivesse atuado mais cedo de forma preventiva" e no terreno.

04 de fevereiro de 2026 às 16:03

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) considerou, esta quarta-feira, que a Proteção Civil regional funcionou, no entanto, pretendia que a Proteção Civil nacional tivesse atuado mais cedo, tanto de forma preventiva, como na presença no terreno.

"O nosso sentimento é que a Proteção Civil regional funcionou, no entanto, gostaríamos que a Proteção Civil nacional tivesse atuado mais cedo de forma preventiva e tivesse também atuado mais cedo com a sua presença no terreno, com meios, depois da ocorrência", destacou a vice-presidente da ANMP, Ana Abrunhosa.

À saída de uma reunião do conselho diretivo da ANMP, esta quarta-feira, em Coimbra, a também presidente da Câmara desta cidade defendeu que houve tempo para se ser mais preventivo, colocando meios de prevenção.

"E depois da ocorrência, [gostaríamos] que a Proteção Civil Nacional tivesse sido mais atuante e mais presente no território", acrescentou.

Depois de lamentar que o facto de milhares de famílias continuarem sem energia elétrica, água e comunicações, Ana Abrunhosa indicou que "o país tem um problema grave nas infraestruturas críticas", que devem ser repensadas, havendo ainda "muito caminho a fazer no que toca à Proteção Civil".

"O próprio SIRESP voltou a falhar. Nós temos relatos, não só na zona de Leiria, mas também de Castelo Branco - aqui em Coimbra correu bem -- de que o SIRESP voltou a falhar", afirmou.

Todos os distritos de Portugal continental estão, esta quarta-feira e quinta-feira, sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, devido à passagem da depressão Leonardo, segundo o IPMA.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou, na terça-feira, em comunicado, que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte.

No distrito de Vila Real estão ativos avisos laranja para queda de neve e amarelo para precipitação e vento.

Portugal enfrenta, esta quarta-feira, a chegada de uma nova tempestade, ainda com populações privadas de eletricidade e a precisar de ajuda, após uma semana de chuva intensa e ventos fortes que causaram 10 mortes e deixaram 68 concelhos em calamidade.

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