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Aulas por televisão durante pandemia de coronavírus ainda sem data

Estudantes têm tido aulas por videoconferência nas últimas semanas.
Correio da Manhã 5 de Abril de 2020 às 10:11
Estudantes têm tido aulas por videoconferência nas últimas semanas.
Estudantes têm tido aulas por videoconferência nas últimas semanas. FOTO: Abert Gea/Reuters

Sem nada definido, os planos do Governo apontam para que os alunos até ao 9º ano tenham no arranque do 3º período um sistema de tele-escola disponível, numa parceria com a RTP e usando canais disponíveis na televisão digital terrestre e outras plataformas da televisão pública.

A informação foi confirmada este sábado pelo ministro da Educação. "Como não era possível chegar a todos através do meios mais tecnológicos, vamos poder fazê-lo pelos meios mais tradicionais", disse Tiago Brandão Rodrigues, remetendo para o dia 9 de abril, próxima quinta-feira, a fixação de uma data para o arranque da tele-escola.

Para o ensino secundário, e sobretudo para os alunos do 11º e do 12º ano, que têm exames nacionais agendados na segunda metade de julho, a ideia do Executivo passará por retomar as aulas presenciais a 4 de maio. Tudo vai depender de como correrá abril em termos de desenvolvimento da pandemia.

Este sábado, Marcelo Rebelo de Sousa destacou a necessidade de "ponderação" da decisão de reabrir as escolas, certo de que a retomar as aulas no início do mês de maio só será possível se a evolução do novo coronavírus em Portugal continuar a ser controlada. A declaração do Presidente da República surge depois de o primeiro-ministro, António Costa, ter apontado, na sexta-feira, o dia 4 de maio como a data limite para um recomeço das aulas presenciais, que assegure o cumprimento com a "normalidade possível" do calendário escolar, designadamente no ensino secundário.

"As pessoas estavam à espera de um pico, tem sido mais um planalto", começou por dizer este sábado Marcelo Rebelo de Sousa numa referência ao aumento de casos diários, que tem vindo a reduzir. "Esta evolução, a continuar assim, permitirá [ao Governo], no final do mês de abril, decidir" sobre a reabertura das escolas secundárias, acrescentou o chefe de Estado. Mas, "se nas próximas semanas isto volta a crescer para os 15% ou 20%, já é uma temeridade estar a abrir", alertou. A palavra de ordem para Marcelo é cautela no que toca a prognósticos. "Vamos acompanhando dia a dia a evolução. Não podemos desarmar e temos de ir medindo", sustentou o chefe de Estado.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse este sábado que estão a ser avaliadas as decisões sobre a reabertura das escolas e sobre o aliviar da introdução de algumas medidas na vida dos portugueses, mas que "há ainda muito trabalho para fazer".

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