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Autarquia do Seixal estima que prejuízos provocados pelo mau tempo rondem os 15 milhões de euros

Em causa, adiantou, estão diversos danos em infraestruturas rodoviárias, mas também em escolas.

19 de fevereiro de 2026 às 16:58

O presidente da Câmara Municipal do Seixal, no distrito de Setúbal, estimou esta quinta-feira que os prejuízos no concelho causados pelas tempestades que assolaram o território nas últimas semanas rondam os 15 milhões de euros.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Silva explicou que o levantamento ainda está a ser feito, mas, numa primeira análise, é já possível avançar que os danos rondam os 15 milhões de euros.

Em causa, adiantou, estão diversos danos em infraestruturas rodoviárias, mas também em escolas.

Paulo Silva acrescentou que o levantamento ainda está em curso, não estando o valor totalmente fechado.

O concelho do Seixal foi um dos territórios da península de Setúbal onde as intempéries tiveram impacto, quer em infraestruturas públicas, quer em espaços privados, com o registo de várias inundações.

No dia 11 de fevereiro, uma rua na localidade de Vale de Milhaços, no concelho do Seixal, ficou inundada, afetando várias casas na sequência do rebentamento de uma bacia de retenção.

A avenida da Fábrica da Pólvora, na freguesia de Corroios, já tinha ficado inundada na semana anterior e, pelo menos uma família, teve de ser realojada pelo município.

Na altura, questionado pela Lusa sobre como os moradores seriam ressarcidos pelos estragos causados pela inundação, o presidente da Câmara Municipal do Seixal disse que o caso já tinha sido apresentado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo.

A Estrada Nacional 378, que liga os concelhos do Seixal e Sesimbra, no distrito de Setúbal, teve de ser cortada devido a inundações que provocaram também o colapso das bermas, obrigando a uma intervenção de emergência.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.

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