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Correio da Manhã

Sociedade

Autocarro com emigrantes esteve retido na fronteira em Chaves por sobrelotação

Quarentena obrigatória não foi imposta após entrada no país.
Lusa 26 de Março de 2020 às 21:22
Controlo nas fronteiras
Controlo nas fronteiras
Um autocarro com 54 emigrantes esteve esta quinta-feira retido na fronteira de Chaves, por ultrapassar a lotação permitida para entrar em Portugal, mas após correção a entrada no país ocorreu sem ser imposta quarentena obrigatória, disse fonte da GNR.

"As nossas normas é que à entrada do território nacional, devido à pandemia covid-19, os transportes públicos de passageiros estejam no máximo com um terço da sua capacidade", adiantou à Lusa fonte do Comando Territorial de Vila Real da GNR.

O autocarro, proveniente da Suíça e com emigrantes portugueses, trazia 54 pessoas e tinha capacidade para 80 passageiros, o que ultrapassava o limite, e esteve retido na fronteira de Vila Verde da Raia, concelho de Chaves, distrito de Vila Real, acrescentou.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou hoje na conferência de imprensa diária de atualização de informação relativa à doença que a revogação do poder de decisão das autoridades locais e regionais para obrigar quem entra nas fronteiras portuguesas a ficar de quarentena obrigatória ou isolamento profilático é temporária.

"É uma revogação temporária, porque criámos um mecanismo novo para fazer estas determinações da autoridade de saúde para criar alguma uniformidade nacional", explicou.

Segundo a GNR, após resolvido o problema da sobrelotação, a entrada em Portugal procedeu-se com a "identificação das pessoas que entraram" e que estas "estão sujeitas às normas gerais da população para o dever de se recolher às suas habitações".

Sobre a obrigação de quarentena obrigatória para os emigrantes que estão a regressar a Portugal, a mesma fonte explicou que a norma neste momento "está suspensa e não se aplica".

De acordo com a mesma fonte, na fronteira, a transportadora foi informada de que teria de corrigir o erro para que o autocarro pudesse entrar em território nacional e acabou por arranjar outros meios para levar todos os passageiros.

"A retenção das pessoas na fronteira prendeu-se apenas com a empresa resolver essa questão", vincou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 505 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 23.000.

Em Portugal, registaram-se 60 mortes, mais 17 do que na véspera (+39,5%), e 3.544 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 549 novos casos em relação a quarta-feira (+18,3%).

Dos infetados, 191 estão internados, 61 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

 

DYMC // SR

Lusa/Fim

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