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Correio da Manhã

Sociedade
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Autoridade Tributária cobra imposto de luxo a igreja em Penafiel

Famílias carenciadas vivem em 14 casas cedidas pela paróquia.
Ágata Rodrigues 23 de Outubro de 2018 às 01:30
Cobrança feita pelo Fisco desagrada aos responsáveis da igreja paroquial de Paço de Sousa, em Penafiel
Autoridade Tributária
Autoridade Tributária e Aduaneira
Cobrança feita pelo Fisco desagrada aos responsáveis da igreja paroquial de Paço de Sousa, em Penafiel
Autoridade Tributária
Autoridade Tributária e Aduaneira
Cobrança feita pelo Fisco desagrada aos responsáveis da igreja paroquial de Paço de Sousa, em Penafiel
Autoridade Tributária
Autoridade Tributária e Aduaneira
A Autoridade Tributária e Aduaneira está a cobrar à igreja paroquial de Paço de Sousa, em Penafiel, o Adicional ao Imposto Municipal de Imóveis (AIMI), um imposto de luxo.

A situação deixou o padre e o diretor da paróquia indignados, uma vez que os locais de culto estão isentos deste imposto e as casas referentes ao imposto de luxo estão entregues a famílias pobres e desfavorecidas.

"Tivemos de pagar IMI desde 2016 mas de acordo com a Concordata, a situação ficou resolvida. Todos os locais de culto estão isentos. Qual não é o nosso espanto quando, para além do IMI, nos cobram o AIMI por casas que temos para acolher os pobres", explica António Lopes, diretor da Fábrica da Paróquia de Paço de Sousa, que garante ter feito a reclamação à Autoridade Tributária e Aduaneira.

"O caso está entregue a um advogado, para tratar da situação do IMI que nos é cobrado erradamente desde 2016 relativamente aos edifícios de culto, e agora este imposto de luxo, devido a estas singelas casas", acrescentou o responsável.

O AIMI, conhecido por ‘Imposto Mortágua’ é um imposto adicional cobrado a partir dos 600 mil euros de património: para chegar a este valor a Autoridade Tributária e Aduaneira juntou aos edifícios religiosos da paróquia de Paço de Sousa, no valor de 360 mil euros, as 14 casas cedidas a famílias desfavorecidas.

Com um total de 682 mil euros de património, as Finanças cobraram o imposto de luxo, num valor superior a mil euros.
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