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Correio da Manhã

Sociedade
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Auxiliares de educação passam a ser substituídos em 12 dias

Protestos em escolas por todo o País levam Ministério da Educação a tomar medidas.
Bernardo Esteves 13 de Novembro de 2019 às 10:16
Na Escola Básica Vasco da Gama, em Lisboa, existem apenas 13 auxiliares para um total de 600 alunos
Protesto na Escola de Aradas
Na Escola Básica Vasco da Gama, em Lisboa, existem apenas 13 auxiliares para um total de 600 alunos
Protesto na Escola de Aradas
Na Escola Básica Vasco da Gama, em Lisboa, existem apenas 13 auxiliares para um total de 600 alunos
Protesto na Escola de Aradas
O Ministério da Educação (ME) anunciou esta terça-feira que vai publicar um despacho que permite a substituição de funcionários após 12 dias de ausência ao trabalho. Até agora era preciso uma baixa médica de 30 dias para ser feita a substituição. Para render os auxiliares cada escola recorre a uma bolsa de recrutamento própria.

O Governo anunciou a medida depois de muitos protestos de funcionários e pais de alunos desde o início do ano letivo. Esta terça-feira mesmo houve várias escolas fechadas por todo o País. Os diretores congratulam-se com o anúncio do ME mas dizem que não chega.

"É uma evolução positiva, até porque o primeiro atestado médico costuma ser de 12 dias e assim pedimos logo a substituição. Mas é uma gota no oceano para aquilo que as escolas precisam", disse ao CM Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, acrescentando: "Isto resolve as substituições, mas continua a haver um problema estrutural de falta de funcionários."

A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais estima que as escolas precisam de mais seis mil auxiliares.

Escolas fechadas de norte a sul
As três escolas do Agrupamento Eça de Queiroz, em Lisboa, encerraram esta terça-feira de manhã devido a uma greve de funcionários. Só na Escola Básica (EB) Vasco da Gama "são 13 para 600 alunos", revelou a dirigente sindical Francelina Pereira. Em Leiria, a EB 2,3 Dr. Correia Mateus encerrou pelo mesmo motivo. Em Aveiro, a EB 2,3 de Aradas também fechou. Na EB Manuel António Pina, em Gaia, os pais protestaram contra a falta de auxiliares.
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