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Correio da Manhã

Sociedade
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AVC antes de nascer

Simão, de dois anos, tem paralisia cerebral e surdez. Tratamento caro pode ajudar o menino.
21 de Abril de 2013 às 01:00
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avc, criança, beja, tratamento, paralisia cerebral, surdez FOTO: Mariline Alves


Simão, um menino de dois anos, de Mina da Juliana, uma aldeia a 25 km de Beja, sofreu um AVC ainda no útero da mãe, dias antes do parto. Nasceu com paralisia cerebral, surdez e não fala nem anda. Os tratamentos podem ajudar a recuperar algumas capacidades, mas a falta de dinheiro é um entrave para a família.

"É uma revolta. Dias antes, deixei de sentir o meu bebé, mas a ecografia mostrou que havia batimento cardíaco. Trinta horas depois, o Simão nasceu. É um dia de cada vez, pois ainda não é possível avaliar o grau de paralisia cerebral nem a extensão dos danos cognitivos e motores", conta ao CM a mãe, Carla Guerreiro, de 36 anos, que está desempregada. A família faz cerca de 500 km (até Gouveia), de três em três meses, para que durante um mês o pequeno Simão usufrua de tratamento intensivo: terapia da fala e ocupacional, fisioterapia e hidroterapia.

"Gastamos cerca de dois mil euros. O abono somado ao ordenado do pai do Simão dá-nos 700 €. Tenho medo de não ter possibilidades de o tratar. O Simão tem um risco de sofrer AVC até sete vezes maior do que as outras pessoas", explica. A família e a população têm organizado eventos para recolher verbas para ajudar.

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