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Correio da Manhã

Sociedade
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AVC: Estudo rastreia 10 mil portugueses

Arranca segunda-feira o primeiro estudo epidemiológico em Portugal para avaliar a incidência da fibrilhação auricular, um dos maiores factores de risco para os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC). O estudo vai rastrear 10 mil portugueses em 70 cidades de Norte a Sul do País e ilhas. Serão os próprios técnicos de saúde que se vão deslocar às habitações das pessoas. O rastreio será feito com um electrocardiograma e incluirá um inquérito para definir o perfil dos doentes.
17 de Junho de 2009 às 13:47
Estudo foi apresentado ontem
Estudo foi apresentado ontem FOTO: Diogo Pinto

Os primeiros rastreios serão feitos nos concelhos de Celorico de Basto, Paços de Ferreira, Lisboa, Sintra e Loulé. O estudo decorrerá até Setembro e os resultados serão apresentados em Novembro. A iniciativa é do Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC) e da Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE).

A fibrilhação auricular é um distúrbio do ritmo cardíaco caracterizado pela contracção rápida e descoordenada das câmaras superiores do coração que provoca batimentos cardíacos rápidos e irregulares. Esta doença tem maior prevalência nas pessoas com idade superior a 50 anos. Quase 10 por cento da população, com mais de 50 anos, tem fibrilhação auricular.

Hipertensão, colesterol, diabetes e insuficiência de risco são factores de risco para esta doença, responsável por 15 por cento dos AVC em Portugal. Tonturas, dificuldade em respirar, sensação de cansaço e batimentos cardíacos fortes e irregulares são os principais sintomas.

O presidente do IPRC, Daniel Bonhorst, realça a importância deste estudo já que a prevalência da doença tem vindo a aumentar nos últimos anos em todo o mundo. Já João Primo, presidente da APAPE,  refere que o estudo é uma importante forma de prevenir acidentes cardiovasculares em Portugal.

“Com este estudo vamos conhecer a prevalência em termos geográficos da fibrilhação auricular e saber onde actuar em termos terapêuticos”, explicou ao CM, no final da apresentação do estudo, que decorreu esta manhã na Sociedade Portuguesa de Cardiologia, em Lisboa.

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