Presidente da Junta de Freguesia de Avelar explicou que estão a tentar minimizar os impactos da depressão Kristin.
A freguesia de Avelar, o segundo maior núcleo urbano do concelho de Ansião, tem cerca de cem habitações a precisar de intervenção e a eletricidade continua sem chegar a 50 casas, informou esta sexta-feira o presidente da Junta.
"Temos um número que anda muito próximo das 100 habitações que, neste momento, precisam de ser intervencionadas. Temos agora connosco uma força especial da Proteção Civil, com uma equipa destacada de bombeiros, e andamos de porta em porta, a acudir àquelas que são as situações que de alguma forma põem em causa a salubridade das habitações", referiu Fernando Inácio Medeiros.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Avelar explicou que estão a tentar minimizar os impactos da depressão Kristin, que a pluviosidade tem vindo a agravar.
"Com as chuvas, sensivelmente a partir de domingo, é que as pessoas perceberam o verdadeiro impacto que o vento trouxe nas suas habitações. Estamos a telhar, a tentar remediar algumas questões de forma provisória, permitindo que as pessoas possam fazer o seu dia-a-dia de forma mais ou menos normal", acrescentou.
Desde quarta-feira que a Avelar chegaram três geradores, no entanto, na freguesia com cerca de dois mil habitantes, há ainda 50 habitações sem eletricidade.
"Há a possibilidade de ainda hoje a coisa poder melhorar substancialmente e de até se suprimir um gerador", apontou.
Segundo o autarca, estas habituações ficam mais afastadas do centro urbano da vila de Avelar, que "ficou poupado às intempéries", fruto de, no último verão, ter tido lugar "uma intervenção muito intensa, com a instalação da infraestrutura elétrica subterrânea".
A Junta de Freguesia tem no terreno uma equipa, de um projeto de inovação social intitulado 'Nós & A(Vós)', que está avaliar as necessidades sociais das pessoas.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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