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Correio da Manhã

Sociedade
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Bactéria mata mulher operada

Ministério Público concluiu que não houve negligência na morte de Maria Alice Araújo, de 51 anos.
Ana Isabel Fonseca e Tânia Laranjo 3 de Outubro de 2014 às 10:54
Maria Alice Araújo, de 51 anos, morreu após operação à bexiga. Era natural da Póvoa de Lanhoso
Maria Alice Araújo, de 51 anos, morreu após operação à bexiga. Era natural da Póvoa de Lanhoso FOTO: EPA

Maria Alice Araújo, de 51 anos, morreu devido a uma infeção provocada por uma bactéria e não devido a qualquer ato de negligência cometido pelo Hospital de Braga. Esta é a conclusão a que chegou o Ministério Público, que investigou a morte da mulher, natural da Póvoa de Lanhoso, e que ocorreu a 27 de maio do ano passado – dois dias depois de Maria Alice ser operada à bexiga. O procurador decidiu assim arquivar o caso contra a unidade de saúde.

"Não existiu má prática cirúrgica. A morte foi provocada por uma bactéria agressiva e o facto de a doente ser diabética facilitou a sua progressão", lê-se no despacho de arquivamento do processo, ao qual o CM teve acesso.

A bactéria que matou Maria Alice é transmitida através do contacto físico normal do dia a dia, como por exemplo um simples aperto de mão. É por isso impossível perceber como é que a mulher a contraiu – designadamente se foi em ambiente hospitalar – até porque, segundo o processo, a bactéria pode estar "adormecida" e manifestar-se mais tarde.

No inquérito foram ouvidos os médicos que operaram Maria Alice, que garantiram ter realizado todos os procedimentos corretos. Também o marido e as duas filhas da mulher foram ouvidos. Explicaram que Maria Alice se queixou de dores fortes algumas horas após a cirurgia. 

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