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Correio da Manhã

Sociedade
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Badoca Safari Park corre o risco de encerrar devido à pandemia de Covid-19

Parque está fechado e perdeu todas as receitas.
Joaquim Bernardo 14 de Abril de 2020 às 14:41
Francisco Simões de Almeida
Badoca Safari Park
Badoca Safari Park
Badoca Safari Park
Badoca Safari Park
Francisco Simões de Almeida
Badoca Safari Park
Badoca Safari Park
Badoca Safari Park
Badoca Safari Park
Francisco Simões de Almeida
Badoca Safari Park
Badoca Safari Park
Badoca Safari Park
Badoca Safari Park

O Badoca Safari Park, em Santiago do Cacém, que está encerrado devido à pandemia de Covid-19, atravessa uma grave crise económica que pode "colocar em causa o seu futuro".

O parque que depende da receita da bilheteira para financiar a sua atividade, não conseguiu abrir como estava previsto dia 16 de março e a primeira medida tomada pela gerência foi colocar 22 dos 25 funcionários em lay-oof, para reduzir as despesas ao mínimo possível.

Neste momento, apenas três funcionários garantem os serviços de alimentação dos animais e a manutenção do parque, que conta com cerca de 400 animais de 75 espécies diferentes que vivem numa área de 90 hectares.

Francisco Simões de Almeida, sócio-gerente do Badoca, disse ao CM que "estamos parados a sobreviver, porque estamos fechados e os prejuízos que temos são muitíssimos. Perdemos todas as marcações que tínhamos das escolas, recebemos cerca de 15 mil alunos por ano. Perdemos a Páscoa que é o melhor período do ano, onde recebíamos milhares de visitantes."

"Temos aqui um problema muito sério porque além dos postos de trabalho temos a nosso cargo cerca de 400 animais que precisam de cuidados diários, alguns com dietas muito especificas, porque os animais precisam de mais do que o pasto que cresce no parque para se alimentar" explicou o responsável.

O responsável pelo parque que recebe anualmente 120 mil visitantes, não tem duvida que a continuidade da atividade que desenvolve há duas décadas pode estar em causa se a situação não se alterar rapidamente ou se não chegarem apoios "naturalmente que sim, nós somos um parque sazonal, funcionámos oito meses por ano, estávamos fechados desde novembro, devido a esta situação não conseguimos abrir e mesmo que consigamos abrir em junho ou julho, são já meses com poucas visitas e as receitas conseguidas nessa altura não vão permitir que nos consigamos manter durante o inverno onde estamos encerrados de novembro a março".

A gerência deste parque, assim como de outros que existem no país, aguarda que o Ministério da Agricultura, que é quem os tutela, apresente soluções que permita aos parques sobreviver durante esta período onde perderam todas as receitas.

 "Estamos a bater a todas as portas. Já escrevemos para o Ministério da Agricultura, que é quem tutela a nossa área de atividade e também já enviámos cartas para os ministérios das Finanças, do Turismo, da Economia, mas não recebemos qualquer resposta", lamenta Francisco Simões de Almeida.

Este é um problema que afeta todos os parques em Portugal e por isso os contactos são efetuados através da Associação Ibérica de Zoos e Aquários.

"Não podemos esquecer que esta atividade engloba muitas pessoas, desde tratadores, zootécnicos, biólogos e veterinários e não se resume a alimentar os animais. Muitos destes animais precisam de instalações especiais porque são espécies raras e algumas delas correm o risco de extinção na vida selvagem" esclareceu o responsável. 

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