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Sociedade
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Cães vadios dizimam rebanho em Carrazeda de Ansiães

Em seis meses, ovelhas sofreram três ataques de matilha.
Patrícia Moura Pinto 14 de Junho de 2020 às 09:07
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Cães vadios dizimam rebanho em Carrazeda de Ansiães

Nuno Conceição tem atualmente 167 ovelhas no seu rebanho: são menos 22 do que há seis meses, depois de ter visto o rebanho ser atacado três vezes por uma matilha de cães vadios, em Fontelonga, Carrazeda de Ansiães.

"A primeira vez foi em dezembro e mataram-me nove animais e deixaram-me duas feridas, que ainda hoje estão a ser tratadas e não sei se conseguirão recuperar. A segunda vez foi no dia de Natal, ao lado da aldeia, e a terceira foi agora em maio, mataram-me 13, algumas estavam prenhas", conta.

Apesar de ter chamado os militares da GNR e o veterinário municipal de Carrazeda de Ansiães, as respostas das autoridades competentes ainda não chegaram e, enquanto isso, o pastor e agricultor tem dormido ao relento nas noites mais quentes em que os animais ficam nos pastos.

"Vivo do gado e da agricultura, tenho dois filhos e a minha mulher trabalha num lar. Para passar o tempo a guardar permanentemente as ovelhas tenho de deixar de parte o trabalho da agricultura e assim não consigo viver", desabafa Nuno ao Correio da Manhã. Além do rebanho de Nuno, também outros rebanhos das aldeias vizinhas têm sofrido ataques destes cães vadios que são cada vez mais.

"As autoridades dizem que não podem apanhar os cães porque o canil está cheio e que somos nós que temos de nos proteger. Ver o sofrimento dos animais, alguns temos de os abater após os ataques, é horrível. Pagar, ninguém me vai pagar nada", lamenta Nuno Conceição.

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