page view

Câmara de Coimbra evacua preventivamente Canil Municipal face à subida do caudal do rio Mondego

Animais foram distribuídos "por soluções de acolhimento previamente identificadas, que asseguraram as condições adequadas de alojamento, alimentação e acompanhamento veterinário".

31 de janeiro de 2026 às 19:52

O Canil Municipal de Coimbra foi este sábado evacuado preventivamente, face à subida do caudal do rio Mondego, afirmou hoje a Câmara, referindo que foram retirados 10 gatos e 98 cães do local.

"A operação foi articulada com o Serviço Municipal de Proteção Civil, com o objetivo de salvaguardar o bem-estar dos animais face ao cenário meteorológico adverso e no quadro do acompanhamento permanente da situação no concelho", disse o município, em nota de imprensa enviada à agência Lusa. 

Os animais foram distribuídos "por soluções de acolhimento previamente identificadas, que asseguraram as condições adequadas de alojamento, alimentação e acompanhamento veterinário", explicou a Câmara de Coimbra. 

"Os animais ficaram entregues a responsáveis e entidades parceiras com capacidade de resposta imediata, permitindo concretizar a operação de forma rápida, organizada e segura", acrescentou.

O Canil Municipal já tinha sido visitado pelo vereador responsável pela proteção civil na quinta-feira, para serem avaliadas as condições do canil.

"Nessa altura, ficou definido que, caso se verificasse um agravamento das condições meteorológicas e risco para o bem-estar dos animais, seriam ativados locais de acolhimento alternativos, previamente identificados, permitindo uma retirada preventiva imediata", aclarou.

Na mesma nota de imprensa, a Câmara Municipal afirmou que continua "a acompanhar a evolução da situação e prestará nova informação sempre que se justifique".

Na sexta-feira, o município afirmou que as autoridades estavam a trabalhar num possível cenário de evacuação, face a descargas na barragem da Aguieira e à perspetiva de agravamento das condições meteorológicas, com o aumento da precipitação.

Na altura, a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, referiu que o município estava a trabalhar com as juntas de freguesia para identificar possíveis cenários de evacuações, sem referir que áreas é que poderiam ser afetadas no concelho.

Ana Abrunhosa apelou para que a população não estacione veículos no Parque Verde, junto ao Rio Mondego, ou em garagens cuja cota esteja abaixo do nível do rio. Os munícipes devem também retirar as suas alfaias agrícolas e estar vigilantes.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais da depressão Kristin.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8