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Correio da Manhã

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Câmara do Funchal vai retirar 500 metros de ciclovia construídos na anterior vereação

Autarca diz que a intervenção visa resolver o "problema de mobilidade e congestionamento de trânsito".
Lusa 29 de Outubro de 2021 às 19:13
Pedro Calado, da coligação PSD/CDS-PP
Pedro Calado, da coligação PSD/CDS-PP FOTO: Hélder Santos
A Câmara Municipal do Funchal vai eliminar 500 metros de ciclovia à entrada da cidade, uma obra executada pela anterior vereação, devolvendo a faixa de rodagem à circulação automóvel, indicou esta sexta-feira o presidente da autarquia.

"Vamos retirar o separador central, vamos retirar aqueles pinos e vamos fazer a utilização daquela faixa para viaturas prioritárias, viaturas de turismo, autocarros e transportes públicos", explicou Pedro Calado, da coligação PSD/CDS-PP, numa visita ao local.

O autarca disse que a intervenção visa resolver o "problema de mobilidade e congestionamento de trânsito" gerado pelo troço de ciclovia, que atravessa a ponte do Ribeiro Seco, na Estrada Monumental, uma das principais vias de entrada na cidade a oeste.

A obra foi executada pelo anterior executivo camarário, liderado pela coligação Confiança (PS/BE/PDR/Nós, Cidadãos!), no âmbito de um projeto orçado em 1,2 milhões de euros, financiado em cerca de 900 mil euros por fundos comunitários, para o prolongamento da ciclovia na Estrada Monumental, artéria que percorre a zona com maior concentração de hotéis.

Atualmente, existem dois troços de ciclovia operacionais e o projeto da anterior vereação visava criar outros dois: um, já concluído, atravessa a ponte do Ribeiro Seco; outro, ainda em construção, decorre junto ao Fórum Madeira, na Ajuda.

"Logo que este troço esteja acabado, nós vamos proceder à revisão e à alteração da ciclovia por cima da ponte do Ribeiro Seco, onde assistimos todos os dias ao afunilamento do trânsito naquele troço", disse Pedro Calado.

O presidente da Câmara do Funchal explicou que a intervenção não pode ser feita antes, porque os dois troços integram o mesmo projeto, pelo que não é legalmente possível proceder a alterações até à sua conclusão.

"Esta obra está encaixada num concurso e temos de terminar com os procedimentos legais. Logo que este troço fique concluído, nós vamos dar início à abertura de um novo procedimento, para fazer a retificação da ciclovia na ponte do Ribeiro Seco", esclareceu.

O troço em construção também vai ser alterado, de modo a garantir duas faixas de rodagem para automóveis na zona do Fórum Madeira, uma importante área residencial do Funchal.

"Se tivermos em consideração o número crescente de moradias e residências que irão ser aqui construídas, temos de começar a pensar em termos futuros", disse Pedro Calado, reforçando: "Não fazia sentido nenhum, atendendo à limitação das faixas de rodagem, estar a privilegiar um circuito de ciclovia em detrimento da necessidade da população na circulação automóvel".

As obras nestes dois troços da ciclovia deverão estar totalmente concluídas em março de 2022.

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