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Correio da Manhã

Sociedade
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Câmara do Porto quer Infarmed já em janeiro

Rui Moreira diz que instituto público está melhor na cidade Invicta do que na capital.
Aureliana Gomes 26 de Junho de 2018 às 08:29
Atualmente a Autoridade do Medicamento está sedeada no Parque da Saúde, na cidade de Lisboa
Rui Moreira
Rui Moreira, na conferência de imprensa sobre a deslocalização do Infarmed
Rui Moreira
Atualmente a Autoridade do Medicamento está sedeada no Parque da Saúde, na cidade de Lisboa
Rui Moreira
Rui Moreira, na conferência de imprensa sobre a deslocalização do Infarmed
Rui Moreira
Atualmente a Autoridade do Medicamento está sedeada no Parque da Saúde, na cidade de Lisboa
Rui Moreira
Rui Moreira, na conferência de imprensa sobre a deslocalização do Infarmed
Rui Moreira
A sede do Infarmed deverá ser instalada no Porto em janeiro de 2019. Esse é o desejo de Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, que, esta segunda-feira, comentou os resultados do Grupo de Trabalho criado em dezembro de 2017 pelo Ministério da Saúde.

"Não havendo nada que tecnicamente impeça que o Infarmed se localize no Porto, que seja estabelecido um calendário o mais rapidamente possível", disse o autarca, que considera a decisão o fim dos "velhos mitos centralistas".

De acordo com o relatório, a deslocalização da sede da Autoridade do Medicamento de Lisboa para o Porto trará maior produtividade e vantagens económicas (poupança de 8,5 milhões em 15 anos).

Em conferência de imprensa, Rui Moreira garantiu que o instituto ficará melhor no Porto do que em Lisboa. "Será melhor para o País e para a capital", afirmou. Rui Moreira revelou ainda que, apesar das principais valências do Infarmed ficarem localizadas na Invicta, é possível que em Lisboa fique uma delegação do instituto público.

Quem não concorda com a mudança são os trabalhadores do Infarmed, mas Rui Moreira disse não estar preocupado. "Se esses não quiserem, outros quererão", esclareceu. 

Instituições ditam decisão da mudança
As mais de 50 instituições de investigação e desenvolvimento em ciências da saúde na Área Metropolitana do Porto, a Universidade e as cerca de 19 mil empresas nas áreas da ciência da vida, são algumas das razões apontadas como facilitadoras do acolhimento do instituto no Porto. 

Taxa de absentismo limita a capacidade real
A taxa de absentismo no instituto público é superior a 7 por cento, mas já chegou a ser maior. Em 2016, atingiu os 10 por cento. Segundo o relatório que avalia o impacto da mudança do Infarmed para o Porto, essa situação limita de forma significativa a capacidade real de operação.

PORMENORES 
Investimento de 17 milhões
A construção de instalações mais adequadas que as atuais deverá custar cerca de 17 milhões de euros, diz o relatório entregue no Ministério.

Risco da deslocalização
Segundo o relatório, os riscos da mudança prendem-se com a descontinuidade da missão do Infarmed pela indisponibilidade de recursos humanos.
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