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Correio da Manhã

Sociedade

Cancro da mama mata quatro portuguesas por dia

Todos os dias morrem em Portugal quatro mulheres vítimas de cancro de mama e são detectados 12 novos casos, lembra a Liga Portuguesa Contra o Cancro, que critica a falta de apoio às doentes.
1 de Outubro de 2012 às 17:44
Uma em cada onze mulheres portuguesas acaba por desenvolver cancro da mama e todos os anos surgem cerca de 4.500 novos casos
Uma em cada onze mulheres portuguesas acaba por desenvolver cancro da mama e todos os anos surgem cerca de 4.500 novos casos FOTO: Getty Images

Outubro é o ‘Mês do Cancro da Mama’ e, para marcar a início da efeméride que começa esta segunda-feira, a fundadora da Cister Hope, uma associação sem fins lucrativos que recolhe fundos para a investigação deste cancro, tocou o sino da Euronext de Lisboa, à hora de fecho da bolsa.

"Aparentemente esta é uma questão desligada do mundo das bolsas, mas cada vez mais as bolsas integram ações de responsabilidade cooperativa. Não nos podemos esquecer que nenhuma sociedade prospera se os seus cidadãos não prosperarem", lembrou o presidente da Bolsa Portuguesa, Luís Laginha de Sousa, em declarações à agência Lusa.

Luís Laginha explicou que o toque do sino, que antes era usado para chamar quem trabalhava na bolsa para o início das sessões, é agora usado para "chamar a atenção para acontecimentos que se passam na bolsa e fora dela".

Além do presidente da Euronext Lisboa, a cerimónia contou ainda com a presença da presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, e Joana Paredes, investigadora do Grupo de Genética de Tumores, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto.

Tal como em Lisboa, a cerimónia aconteceu em simultâneo, em várias cidades do mundo, nas instalações do Grupo NYSE que desta forma se juntou à chamada de atenção para uma doença que, em Portugal, mata 1.500 mulheres por ano.

Uma em cada onze mulheres portuguesas acaba por desenvolver cancro da mama e todos os anos surgem cerca de 4.500 novos casos. 

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) voltou a lembrar que este é o cancro com maior taxa de mortalidade e a defender a necessidade de aumentar o apoio às doentes com cancro da mama metastizado.

 


"Existem muitos projectos nacionais e regionais de sensibilização para o rastreio e detecção precoce da doença do cancro da mama. Contudo, verifica-se uma escassez de projectos direccionados especificamente a mulheres com doença avançada", alerta o presidente da LPCC, Carlos Freire de Oliveira.

O cancro da mama metastizado desenvolve-se em 30 por cento das doentes diagnosticadas, e "mata uma mulher a cada seis minutos e meio, na Europa Ocidental", diz a associação, lembrando que o tempo de sobrevivência dos doentes diagnosticados com cancro da mama avançado se situa entre 18 a 38 meses.

De acordo com a associação, as mulheres com cancro da mama avançado ou metastizado "sentem-se isoladas e marginalizadas", sendo que 22 a 50% destas doentes apresentam altos níveis de sofrimento psicológico e depressão. Uma em cada três mulheres pode mesmo desenvolver um transtorno de "stress" agudo, alerta a Liga.

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