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Correio da Manhã

Sociedade
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Cancro da próstata mata 1800 por ano

Exames são simples e podem salvar a vida. Dor ao urinar, presença de sangue na urina e sensação de bexiga cheia são sinais da doença.
29 de Setembro de 2013 às 01:00
Joaquim da Cruz Domingos faz exames com frequência e é seguido pelo urologista Tomé Lopes

Afeta sobretudo homens com mais de 45 anos e pode ser um verdadeiro drama. Existem várias patologias da próstata. As principais são a prostatite (infeção ou inflamação aguda ou crónica da próstata), a hipertrofia benigna da próstata (HBP), que se traduz por um aumento benigno do volume da próstata, e o cancro. Esta última é a patologia mais temida pelos homens. Todos os anos surgem cerca de quatro mil novos casos e morrem cerca de 1800 homens.

Joaquim da Cruz Domingos, 74 anos, viu a sua vida mudar quando há cerca de um ano lhe foi diagnosticado um cancro da próstata. "Não tinha sintomas, mas fazia exames anuais e nessas idas ao médico verificou-se que a próstata estava a crescer a um ritmo anormal", conta, acrescentando que quando soube o diagnóstico "foi um choque" para si e para a sua família. Todavia, como a doença foi detetada na fase inicial, foi possível travar o seu avanço. Joaquim Domingos fez uma braquiterapia prostática, técnica cirúrgica não invasiva (ver infografia).

"O ideal é apostar na prevenção, sobretudo os homens com mais de 45 anos e principalmente se tiverem algum caso na família", explicou ao CM Tomé Lopes, diretor do serviço de urologia do Hospital de Santa Maria.

No entanto, segundo o especialista, a dificuldade, ardor ou dor ao urinar e a presença de sangue na urina e sensação de bexiga cheia são sinais de doença prostática que justificam uma ida ao médico. Os exames são simples e podem salvar a vida: uma análise ao sangue para medir o PSA e o toque retal para apalpação da próstata.

Refere Tomé Lopes que muitas vezes a vergonha em partilhar os sintomas de natureza sexual, porque os problemas na próstata podem afetar a ereção, o receio de ser submetido a exames invasivos e constrangedores e a não aceitação de que os problemas urológicos são um fenómeno natural do envelhecimento podem condicionar a ida a um especialista.

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