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Correio da Manhã

Sociedade
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Cancro da próstata é silencioso e a segunda maior causa de morte

Surgem, por ano, em Portugal, cerca de quatro mil novos casos de cancro na próstata.
Ana Silva Monteiro 25 de Agosto de 2018 às 09:39
Alternativas  terapêuticas minimamente invasivas são uma opção de tratamento
Médicos
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Alternativas  terapêuticas minimamente invasivas são uma opção de tratamento
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Alternativas  terapêuticas minimamente invasivas são uma opção de tratamento
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Em Portugal surgem, por ano, cerca de quatro mil novos casos de doentes com cancro da próstata. A doença é silenciosa e é a segunda maior causa de morte por cancro, logo a seguir ao tumor do pulmão.

A doença é cada vez mais frequente e, por isso, existem cada vez mais alternativas terapêuticas, com técnicas menos invasivas e que provocam menos efeitos secundários. É o caso da braquiterapia prostática, também conhecida por radioterapia interna.

"A braquiterapia prostática é um tratamento que pode ser feito a determinados doentes. Ou seja, não pode ser realizado em pessoas com tumores agressivos. É um tratamento que consiste na introdução de pequenas sementes de iodo radioativo no interior da próstata", disse Frederico Branco, urologista do Hospital Lusíadas, no Porto.

O procedimento é pouco invasivo e não requer incisão cirúrgica nem transfusão sanguínea. A colocação de sementes no interior da próstata permite que uma elevada dose de radiação seja libertada e, dessa forma, o tumor seja destruído.

"As vantagens passam por quase não ter efeitos secundários, quer a nível de incontinência urinária, quer a nível de disfunção erétil. A alta médica é geralmente dada 16 horas depois da cirurgia. O paciente é posteriormente submetido ao PSA, que consiste em análises ao sangue que medem os níveis de antigénio específico da próstata", referiu o médico.

Tal como em outros tratamentos oncológicos, os doentes continuam a ser seguidos. "Não ficam recuperados logo a seguir à operação. Só ao fim de cinco anos é que podemos dizer se estão curados ou não, porque há sempre o risco de uma recaída e de lesões secundárias. Todos os doentes oncológicos têm que ser seguidos", concluiu.

"Evitava ter relações sexuais" 
Luís Mendes, de 52 anos, ficou espantado quando o médico lhe disse que tinha cancro porque nunca tinha sentido sintomas. "A minha esposa é que insistiu para eu vir ao médico e fazer uns exames. Detetaram que tinha um problema e, depois de fazer algumas biopsias, descobriram que tinha um tumor maligno. Esta doença é silenciosa, não sentia nada", disse o doente.

Luís viu a sua vida sexual ser afetada devido à doença. "A nível sexual comecei a ter problemas. Cheguei a um ponto de evitar ter relações sexuais porque era muito doloroso. Só aí é que sentia dor, só não imaginava o que tinha", contou.

PORMENORES 
Fatores de risco
O cancro da próstata caracteriza-se por uma evolução lenta e, apesar de ser considerada uma doença silenciosa, é necessário ter atenção a alguns sinais. Sentir dor na parte de baixo das costas a ejacular ou sangue no sémen são alguns sintomas.

Diagnóstico é importante
É importante que o doente seja submetido a um bom diagnóstico para perceber ao certo que tipo de tumor tem e como o pode tratar. "Quer a biopsia, quer a ressonância, deve ser feita antes de planear o tratamento", disse Frederico Branco.

Ansiedade e stress
Quando diagnosticada a existência de cancro na próstata muitos doentes tendem a mostrar uma reação de stress. Em muitos casos, a troca de informação com pessoas com a mesma doença e a prática de exercício físico pode ajudar a combater a ansiedade.

Alimentos combatem
Estudos apontam uma ligação entre o cancro da próstata e a alimentação. A vitamina E pode reduzir até 30% a probabilidade de desenvolver este cancro. Substâncias com vitamina D ou A travam o aparecimento de células cancerígenas.
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