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Correio da Manhã

Sociedade
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‘Capacetes azuis’ portugueses deixam Bambari pacificado

159 paraquedistas portugueses regressaram este domingo a Bangui, capital da República Centro-Africana.
Sérgio A. Vitorino 11 de Junho de 2018 às 11:31
Paraquedistas formados a ouvir a mensagem do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas
Paraquedistas formados a ouvir a mensagem do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas FOTO: Direitos Reservados
A força de ‘capacetes azuis’ com 159 paraquedistas portugueses que foi envolvida em graves confrontos com grupos criminosos armados na cidade de Bambari, com mais de duas dezenas de mortos entre os atacantes, deixou domingo a zona e regressou a Bangui, capital da República Centro-–Africana, onde tem base.

A "retração" da força ocorre após ter sido conseguida a "pacificação" de Bambari, explica ao CM fonte militar.

"A zona foi reforçada com outro contingente de ‘capacetes azuis’", disse a mesma fonte, negando que a saída esteja relacionada com a campanha nas redes sociais, por grupos armados, que acusaram os portugueses de parcialidade.

Os paraquedistas sofreram dois fortes ataques armados em Bambari. No primeiro, a 29 de maio, um militar ficou ligeiramente ferido à pedrada.

No dia seguinte, gangs invadiram uma esquadra e os portugueses foram fortemente emboscados. Voltam agora a Bangui, 400 km a sul, onde também já foram alvo de ataques graves: "a situação lá é agora calma". No total, em três meses, já foram por 18 vezes visados com armas (12 em Bambari e 4 em Bangui).

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro, enviou este domingo, dia de Portugal, uma mensagem ao contingente, destacando a "competente, dedicada, corajosa, brava e de rigorosa imparcialidade" ação na proteção "de indefesos".

Descreve-a como "mais um belo capítulo na história das Forças Armadas Portuguesas ao serviço da paz".
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