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Casa do Azeite contesta acusação de haver azeite falso português no Brasil

Proteste brasileira pediu retirada do mercado de óleos que dizem ser de origem portuguesa.

28 de março de 2017 às 11:57

A Casa do Azeite vai apresentar uma reclamação formal junto da defesa do consumidor brasileira, que num estudo divulgado na semana passada atribui a Portugal a origem de produtos embalados no brasil como se fossem azeite.

"São marcas reincidentes nestas fraudes, mas vamos reclamar formalmente de continuarem a dizer que a origem é portuguesa", disse à Lusa a secretária-geral da Casa do Azeite, Mariana Matos.

Num estudo publicado na semana passada, depois de em 2016 ter publicado um trabalho idêntico, a Proteste brasileira sugere a retirada do mercado, por fraude ao consumidor, de sete marcas de azeite, algumas identificadas como de origem portuguesa e assinaladas como sendo "azeite extra virgem".

No novo teste de qualidade realizado pela Proteste brasileira, sete marcas de azeite foram 'chumbadas' por conterem misturas de óleos vegetais e animais.

"De português [estes produtos] não têm nada. São duas falsificações: de produto e de origem", explicou Mariana Matos.

A responsável da Casa do Azeite defende ainda que a associação a Portugal "prejudica toda a imagem do azeite português, que tem feito um esforço nos últimos anos no sentido de melhorar a sua qualidade".

"E a Proteste sabe disso perfeitamente. Sabe que este produto é embalado no Brasil, que é indústria brasileira e que são produtos falsificados, portanto, e vamos reclamar formalmente, não pode atribuir origem portuguesa a este azeite, que nem azeite é", acrescentou.

Mariana Matos adianta ainda que a Casa do Azeite está em permanente contacto com as autoridades do Ministério da Agricultura brasileiro e que já houve marcas cujas fábricas foram encerradas.

"As autoridades estão perfeitamente conscientes e trabalhamos em conjunto no sentido de minimizar e acabar com estas situações de fraude sobre o azeite no brasil", afirmou a responsável da Casa do Azeite, defendendo que é preciso mais consequências nestes casos.

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