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Correio da Manhã

Sociedade

Casas-abrigo fecham portas

Em Portugal existem 36 casas-abrigo e 113 vagas de emergência para as mulheres agredidas.
17 de Novembro de 2013 às 20:55
Carla Branco, presidente da associação ADDIM, diz que tiveram que fechar a casa abrigo
Carla Branco, presidente da associação ADDIM, diz que tiveram que fechar a casa abrigo FOTO: CMTV
A falta de apoios por parte do Estado tem levado a que algumas casas-abrigo sejam obrigadas a fechar portas. Tal realidade foi vivida recentemente pela ADDIM - Associação Democrática de Defesa dos Interesses e da Igualdade das Mulheres - que funciona há 15 anos no Porto.

"Durante 15 anos conseguimos manter a casa-abrigo , mas os custos tornaram-se muito elevados e não temos apoio do Estado. Sobrevivemos à custa das ajudas de empresas e particulares", disse ao CM a presidente da associação, Carla Branco.

Neste momento, existem em Portugal 36 casas-abrigo e 113 vagas de emergência para acolher vítimas de violência doméstica. Quando as casas estão lotadas, as mulheres são reencaminhadas para pensões, que depois são pagas pelo Estado. "Nas pensões o acompanhamento é menor e as vítimas acabam muitas vezes por desistir e voltar para o agressor", disse Carla Branco.

A Associação Democrática de Defesa dos Interesses e da Igualdade das Mulheres vai ter um novo centro de atendimento na rua Prof. Bento de Jesus Caraça, que será inaugurado dia 25, data em que se assinala o Dia Internacional Contra a Violência Doméstica.
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