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Risco de os homens terem cancro é muito superior ao das mulheres

Casos de cancro continuam a crescer em Portugal com 57 878 novos diagnósticos só em 2019.
Correio da Manhã 4 de Dezembro de 2022 às 13:35
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Casos de cancro continuam a crescer em Portugal com maior risco de incidência nos homens
Só no ano de 2019 foram diagnosticados 57 878 novos casos de cancro, o que representa um aumento de 19,3% em relação a 2010. Os homens são os mais afetados por tumores malignos, quando comparados com as mulheres. No entanto, nos últimos anos o risco de cancro apresentou uma tendência de crescimento global, sobretudo no sexo feminino.

Destes 57 878 novos casos de cancro, existe uma taxa de incidência global de 562,1 por cada 100 mil pessoas anualmente, sendo que esta taxa apresenta um valor superior nos homens (648,3 por 100 mil habitantes) do que nas mulheres (485,1 por 100 mil habitantes). Ou seja, por cada 119 casos diagnosticados em homens, há 100 nas mulheres, segundo dados divulgados pela imprensa nacional.

Assim, ao longo da vida, o risco de os homens terem cancro é muito superior ao risco das mulheres, na maioria dos grupos etários, apesar de as mulheres apresentarem um maior risco de cancro na idade fértil. O cancro da mama é o tipo de cancro mais recorrente nas mulheres - um em cada três cancros da mulher são na mama - sendo que o cancro da próstata é o mais comum nos homens. Depois do cancro da mama e da próstata, o tipo de cancro mais comum para ambos os sexos é o do cólon, que em 2019 foi diagnosticado a 5483 pessoas, seguido do cancro do pulmão, pele e estômago.

A idade mais crítica para o aparecimento de cancro é entre os 60 e os 74 anos, de acordo com os resultados do Registo Oncológico Nacional (2019), que desenha o mais recente cenário do cancro em Portugal, de acordo com a imprensa nacional.

O aumento do número de casos de cancro da mama, de 2010 para 2019, deveu-se a vários fatores, sendo que um dos mais importantes é o aumento da deteção através dos rastreios.

Em 2019, as regiões que revelaram taxas de incidência mais elevadas foram os distrito do Porto, Lisboa e Braga e a Região Autónoma da Madeira, segundo a imprensa nacional.
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