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Correio da Manhã

Sociedade
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CDS-PP exige saber número de afetados por avaria na radioterapia do Hospital de S. João

Aparelho utilizado para tratamentos oncológico esteve avariado durante mais de quatro anos.
29 de Maio de 2019 às 19:09
Hospital de São João, no Porto
Hospital de São João, no Porto
Hospital de São João no Porto
Hospital de São João, no Porto
Hospital de São João, no Porto
Hospital de São João no Porto
Hospital de São João, no Porto
Hospital de São João, no Porto
Hospital de São João no Porto
O CDS-PP exigiu esta quarta-feira que o Ministério da Saúde divulgue quantos doentes foram afetados pela avaria de um aparelho de radioterapia do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), no Porto, situação anterior a fevereiro deste ano.

Num requerimento enviado ao gabinete da ministra Marta Temido, o grupo parlamentar do CDS-PP exige saber "quantos doentes tiveram os seus tratamentos de radioterapia adiados e por quanto tempo".

Em causa está o facto de um aparelho destinado à radioterapia, ou seja, utilizado em tratamentos oncológicos no Hospital de São João, ter estado avariado durante cerca de quatro a cinco meses entre o último trimestre do ano passado e fevereiro deste ano.

A situação é descrita numa deliberação da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) que alertou para "a especificidade e urgência do tratamento em causa", apontando que esta "não se compatibiliza com a imprevisibilidade de avaria do equipamento e o impedimento da prossecução daquele tratamento".

Esta manhã, em conferência de imprensa, o presidente do conselho de administração do CHUSJ, Fernando Araújo, confirmou "a avaria de um aparelho muito antigo" que "não tinha a robustez necessária para funcionar em contínuo", adiantando que o novo custou cinco milhões de euros e "terá capacidade para tratar 28.000 doentes, cerca de 120 pessoas por dia".

"É verdade que o equipamento esteve avariado durante meses e é verdade que vários doentes foram transferidos para outras instituições de forma a serem tratados em tempo útil, mas não temos informação específica de algum doente que tenha tido um impacto clínico negativo por causa deste problema", garantiu Fernando Araújo.

O responsável estimou que "durante o período mais crítico" tenham sido transferidos "cerca de 60 doentes por dia" e admitiu que "a transferência de doentes impactou negativamente na sua qualidade de vida" por se tratar de "uma situação que causa desconforto", mas reforçou que "está tudo ultrapassado".

Mas, o CDS-PP quer que o impacto desta situação seja apurado e divulgado e quer esclarecer o porquê da demora na troca de equipamento.

"[O Ministério da Saúde] está em condições de assegurar que nenhum doente oncológico teve, conforme afirmam as notícias, 'menos tempo de vida' em consequência destes atrasos na realização dos tratamentos?", lê-se no requerimento do CDS-PP.

Os centristas exigem ainda saber o porquê de, "estando este aparelho de radioterapia do Hospital de São João avariado", este não foi "de imediato" substituído para que, continua o texto do CDS-PP, "os doentes oncológicos não fossem prejudicados".

"Em que outros hospitais estão detetados problemas semelhantes?" é a última pergunta do grupo parlamentar do CDS-PP dirigida à tutela.
Hospital de São João CDS/PP Ministério da Saúde Entidade Reguladora da Saúde saúde política
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