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Correio da Manhã

Sociedade
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CDU contesta qualidade das refeições servidas em escolas de Beja

A CDU contestou esta quarta-feira a qualidade das refeições servidas em escolas básicas de Beja e do serviço prestado pela empresa escolhida pelo município.
9 de Fevereiro de 2011 às 19:03
CDU queixa-se de más condições nas refeições servidas nas escolas básicas de Beja
CDU queixa-se de más condições nas refeições servidas nas escolas básicas de Beja FOTO: Pedro Catarino

Desde o início do mês, quando a empresa começou a fornecer as refeições, já ocorreram "situações anómalas" em escolas, como "comida servida tardiamente", com crianças "à espera uma hora", "fria", "insuficientemente confeccionada" e "mal acondicionada", disse a vereadora da oposição CDU Maria de Jesus Ramires.  

"Em muitas situações", a comida foi fornecida em quantidade "insuficiente" e as ementas "não parecem muito indicadas para crianças" dos três aos cinco anos, disse em conferência de imprensa dos vereadores da CDU em Beja.  

Confrontando pela Lusa com as denúncias da CDU, o vereador da Câmara de Beja (PS) com o pelouro da Educação, José Velez, reconheceu que "tem  havido, de facto, problemas" na prestação do serviço, como "refeições servidas com atraso e frias", que ocorreram "sobretudo nos primeiros dois dias". 

No entanto, garantiu, "a Câmara está a monitorizar diariamente a situação" e "já exigiu à empresa que corrija o que não está a correr bem".  

Através de concurso público, a Câmara concessionou à empresa Gertral o fornecimento das refeições aos jardins de infância e escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico do concelho de Beja, um serviço que era prestado por sete instituições particulares de solidariedade social (IPSS) locais.  

A decisão de concessionar o serviço à Gertral é "puramente economicista", já que foi escolhida tendo como "critério único o melhor preço", o que "pode pôr em causa a qualidade e a quantidade da alimentação" dos alunos, dizem  os vereadores da CDU, que, em Janeiro, já tinham manifestado a sua preocupação. 
 
"A situação, por si só, já justificaria a rescisão do contrato" entre a Câmara de Beja e a Gertral, mas "não havendo da parte do executivo" PS "coragem" para tal, disse Maria de Jesus Ramires, os vereadores da CDU sugerem "medidas imediatas" para "minimizar os danos", como a criação de uma comissão de acompanhamento.  

A comissão, constituída por técnicos do município e representantes de pais, professores e funcionários das escolas, deverá "avaliar as condições indispensáveis" em que as refeições devem ser fornecidas.  

Os vereadores sugerem também que seja pedido à empresa para fornecer as ementas "com pelo menos três semanas de antecedência" e "informação detalhada" sobre o pessoal afecto à confecção e ao fornecimento das refeições, que, alegam, é "insuficiente".  

"Há apenas duas pessoas com duas carrinhas" a distribuir "cerca de 600  refeições" por "18 escolas", disse o vereador Miguel Ramalho, explicando que as refeições são confeccionadas pela empresa no refeitório do Instituto Politécnico de Beja e depois distribuídas pelas escolas espalhadas pelo concelho.  

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