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Correio da Manhã

Sociedade
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Censos: 15% dos portugueses têm diploma

Numa década os residentes em Portugal melhoraram as suas habilitações literárias, com a percentagem de diplomados a aumentar dos 9% para os 15% e o analfabetismo a recuar para os 5%, segundo os resultados definitivos dos Censos 2011.
20 de Novembro de 2012 às 16:15
Aumentou número de portugueses com diploma
Aumentou número de portugueses com diploma FOTO: Bruno Colaço

Os dados, que constam dos resultados definitivos dos Censos 2011, divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam ainda que em 2011 metade da população com 15 ou mais anos tinha concluído o 9º ano de escolaridade, com Lisboa e Algarve a serem as únicas regiões que superam a média nacional, com valores de 60,4% e 52,7%, respectivamente.

Só na região autónoma da Madeira a média de população com 15 anos ou mais com o 9º ano de escolaridade concluído é inferior a 40%, com um registo de 38%.

De acordo com o INE, entre 2001 e 2011 a percentagem da população residente com 23 ou mais anos com o ensino superior completo passou dos 9% para os 15%. Lisboa é a região onde o crescimento do número de diplomados foi mais acentuado, passando de uma percentagem de 13,8% em 2001 para os 21,4% em 2011.

Apesar do crescimento registado na última década, apenas Lisboa tem uma percentagem de diplomados superior à média nacional de 15,1%, sendo seguida pelo Algarve, que regista uma percentagem de 13,2%. A média regional mais baixa é a do Alentejo, com 10,9% dos diplomados em Portugal, mas, ainda assim, quase o dobro dos 5,8% registados em 2001.

Mais de 50% dos residentes com formação superior optou por um curso nas áreas de comércio e administração, formação de professores, saúde ou ciências sociais.


Quanto à taxa de analfabetismo, registou-se um recuo dos 9% em 2001 para os 5,2% em 2011, havendo, no entanto, ainda uma diferença considerável entre o número de homens e mulheres analfabetos, com tendência negativa para as mulheres, com 6,8%, contra 3,8% de homens.

A população analfabeta é, ainda assim, maioritariamente idosa, com quase 80% dos registos a representarem pessoas com 65 ou mais anos de idade.

Lisboa, Açores e Norte são as regiões com menor taxa de analfabetismo, e apenas o Alentejo supera a média nacional de 9%, com um registo de 9,57%.

A região autónoma dos Açores foi a que, na década analisada, registou um maior recuo na taxa de analfabetismo, com um decréscimo dos 12,71% em 2001 para os 5,23% em 2011.

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