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Centenas de pessoas concentradas no Porto para manifestação contra custos da habitação 

Aos manifestantes, está a ser distribuído um "Guia do Manifestante" com instruções sobre o que fazer caso haja intervenção policial e de se ser detido.

24 de outubro de 2026 às 15:55

Centenas de pessoas estão concentradas, na tarde de hoje, na Praça da Batalha, no Porto, para uma manifestação contra os custos da habitação promovida pelo movimento que tem promovido protestos e acampadas no centro da cidade.

A "marcha pelo direito a um teto", com hora de arranque marcada para as 16:00, vai percorrer as ruas do centro do Porto até à Praça D. João I, onde desde o dia 10 o movimento Acampada tem realizado ações de protesto, assembleias populares e acampadas, com a mobilização de milhares de pessoas.

Perto da hora marcada, estão na Batalha cerca de 300 pessoas e já se vêm cartazes com palavras de ordem, embora ainda haja manifestantes a escrever em bancas de trabalhos manuais instaladas no local.

Aos manifestantes, está a ser distribuído um "Guia do Manifestante" com instruções sobre o que fazer caso haja intervenção policial e de se ser detido.

Entre os conselhos há apelos a que não se entre em pânico e que o silêncio "é o melhor aliado" assim como a informação de que o limite previsto para se ser retido nas instalações policiais é de seis horas.

Para o final da manifestação, pelas 19:30, será realizada mais uma assembleia popular, na qual será decidido se as tendas voltam à Praça D. João I ou não.

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas a milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, com a aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

A 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e em um polícia.

Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.

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