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Correio da Manhã

Sociedade
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Centro hospitalar duplica gastos

A administração contratou um licenciado em Filosofia e outro em Conservação e Restauro.
12 de Maio de 2010 às 00:30
A gestão no Hospital de Abrantes é alvo de críticas, a par das unidades de Tomar e Torres Novas
A gestão no Hospital de Abrantes é alvo de críticas, a par das unidades de Tomar e Torres Novas FOTO: direitos reservados

O Centro Hospitalar do Médio Tejo – que integra as unidades de Abrantes, Tomar e Torres Novas – quase que duplicou o défice em apenas um ano, passando de 13 milhões de euros em 2008 para os 25 milhões de euros em 2009. Esse aumento não é justificado com mais produção, porque a produção – consultas e cirurgias – baixaram.

O CM tentou obter um esclarecimento do Ministério da Saúde para a derrapagem económica daquele centro hospitalar, mas a tutela remeteu-se ao silêncio.

A tutela também não justificou o porquê de o conselho de administração gastar mais de cem mil euros em consultoria para elaborar um plano estratégico, cuja existência e teor são desconhecidos.

Os problemas não ficam por aqui e os conflitos entre o corpo clínico e a administração levaram já vários médicos a baterem com a porta e a saírem daquele centro hospitalar.

Alvo de contestação é igualmente a contratação de assessores para a administração que não têm formação na área da Saúde, como uma licenciada em Conservação e Restauro e um licenciado em Filosofia, com vencimentos acima do que eram praticados. O Bloco de Esquerda já pediu explicações.

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