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Centro Islâmico da Madeira apresenta queixas no MP contra dirigentes do Chega

Presidente do CCIM diz que vários dirigentes do Chega têm feito afirmações discriminatórias e disseminado informações falsas acerca da associação.

30 de abril de 2026 às 17:04

O Centro Cultural Islâmico da Madeira formalizou várias queixas no Ministério Público por difamação e declarações de ódio por parte de dirigentes do partido Chega na região, entre os quais o deputado eleito à Assembleia da República Francisco Gomes.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Centro Cultural Islâmico da Madeira (CCIM), Umair Tariq, disse que vários dirigentes do Chega, sobretudo Francisco Gomes, têm feito afirmações discriminatórias e disseminado informações falsas acerca da associação que lidera.

Num dos vídeos publicados pelo deputado do Chega à Assembleia da República, eleito pelo círculo da Madeira, Francisco Gomes afirma que o CCIM "é uma organização maligna", acusando a associação de "parasitar" e "colonizar".

O Centro Islâmico pediu à Comissão da Liberdade Religiosa um parecer sobre as declarações de Francisco Gomes, do líder do Chega/Madeira, Miguel Castro, e do vereador eleito pelo Chega à Câmara do Funchal Luís Filipe Santos (que passou recentemente a independente).

A comissão considerou que as declarações constituem crime de discriminação e de incitamento ao ódio, de acordo com uma notícia divulgada pelo Diário de Notícias na segunda-feira.

O presidente do CCIM disse à Lusa que está a tomar as diligências que a Constituição permite, referindo que não sabe quando é que estas acusações vão terminar.

"Todos os dias estão a fazer novos vídeos e a divulgar informações falsas", lamentou.

Questionado sobre este tema na segunda-feira, o presidente do Chega, André Ventura, considerou que "não deve ser a Comissão de Liberdade Religiosa a fazer notícia de crimes, deve ser o Ministério Público [ou] as polícias".

Ventura defendeu que tem existido uma tentativa de criminalização do discurso, em vez de debater politicamente, e uma tentativa de silenciar adversários, e afirmou que "as ditaduras não começam com discursos no parlamento, começam com a perseguição judicial de adversários políticos".

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