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Correio da Manhã

Sociedade
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Centros de saúde com salas de ébola

Região de Lisboa e Vale do Tejo vai ter unidades com zonas de isolamento.
Cláudia Machado 17 de Outubro de 2014 às 08:34
Direção-Geral vai emitir uma orientação técnica para os centros de saúde
Direção-Geral vai emitir uma orientação técnica para os centros de saúde FOTO: Pedro Catarino

Vários centros de saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo vão ter salas de isolamento para lidar com casos suspeitos de ébola, no âmbito do plano de contingência desenhado para a área, que começa a ser colocado em prática já no dia 27 de outubro.

António Tavares, delegado de Saúde Regional de LVT, avançou ontem ao Correio da Manhã que decorre "no próximo dia 27 uma reunião com os centros de saúde de forma a apurar a sua disponibilidade em termos de salas e espaço". Só depois do encontro fica definido em que unidades serão fixadas as zonas de isolamento. É também a partir dessa data que será "operacionalizado o plano de contingência da região", disse o responsável, referindo que têm sido distribuídos folhetos informativos desde 1 de setembro.

O delegado de saúde diferenciou ainda os casos suspeitos de infeção dos casos de contacto, acrescentando que é a última situação que lhe suscita "mais preocupação". "É preciso definir para onde é que vão as pessoas que contactaram com os casos suspeitos e que necessitam de vigilância", salientou António Tavares. Em Lisboa, esta questão "já está definida e será anunciada pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo", disse o responsável. Graça Freitas, subdiretora-geral da saúde, disse ao CM que "será emitida dentro de poucos dias uma orientação técnica" para os centros de saúde, mas que servirá apenas para "recordar procedimentos".

Três novos casos suspeitos em Madrid

As autoridades espanholas evacuaram ontem um avião da Air France – que fazia a ligação entre Lagos (Nigéria) e Madrid, via Paris – devido aos sintomas de febre e tremores apresentados por um dos ocupantes.

O passageiro foi transportado de ambulância, com escolta policial, para o Hospital Carlos III, onde terão dado entrada também ontem outros dois casos suspeitos: um missionário que regressou no sábado da Libéria e uma pessoa que esteve em contacto com a auxiliar de enfermagem infetada com ébola. Teresa Romero mantém-se "estável", segundo as autoridades.

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