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Cerca de 50 pessoas aguardam na Praça D. João I no Porto por assembleia popular

Reunião está agendada para as 19h00 e visa definir as medidas a tomar depois da carga policial registada de madrugada.

15 de outubro de 2026 às 18:23

Cinquenta jovens marcavam já presença, às 18h00, na Praça D. João I, no Porto, uma hora antes da nova assembleia popular marcada pelo movimento pela habitação para definir as medidas a tomar depois da carga policial registada de madrugada.

Numa praça em silêncio e onde estão estacionadas duas viaturas da Polícia Municipal, as cerca de 50 pessoas, sentadas nos degraus nos dois extremos do local, contíguo ao Rivoli, aguardam, sem se manifestar, a reunião agendada para as 19h00.

Na quarta-feira, numa assembleia popular, as pessoas votaram por manter o protesto e voltar a dormir em tendas, manifestando o grupo vontade de "continuar a crescer e não só no Porto", apelando a outras cidades, como o que já está convocado para Lisboa no sábado.

Os participantes voltaram a instalar tendas durante a noite, que foram retiradas pela polícia, depois de o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, ter dito na quarta-feira que seria "absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas" na Praça D. João I.

A ação da polícia aconteceu cerca das 03:00, numa operação que o movimento refere ter provado 39 feridos, dois dos quais em estado grave.

Na nota desta quinta-feira, o movimento "denuncia veementemente o uso de força extrema, desproporcional e injustificada durante a intervenção policial na acampada, que se manteve, desde o primeiro momento, pacífica, sem nunca incitar à violência", considerando a carga "inaceitável" e pedindo responsabilidades.

O movimento apresenta seis reivindicações principais: "abaixo a lei das rendas; fim dos despejos; fim da compra de imóveis por fundos abutres; mais habitação pública; recuperação de imóveis devolutos para habitação; tetos às rendas".

A PSP confirmou entretanto um polícia ferido e a existência de feridos entre os manifestantes, sem precisar quantos, atribuindo a razão da intervenção a "comportamentos de resistência".

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, disse esta quinta-feira que a PSP se viu "forçada" a atuar perante a atitude dos manifestantes, tendo lamentado o incidente.

Na segunda-feira, a Polícia Municipal retirou cerca de 50 tendas que estavam armadas na praça, fundamentando a câmara que o acampamento ocupava indevidamente o espaço público, levando os manifestantes a dormir ao relento, mantendo o protesto mesmo sem isso.

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