Profissionais frequentaram a ação de formação para atualização de conhecimentos sobre a nova vacina contra a covid-19.
Cerca de seis mil farmacêuticos estão habilitados para dar as vacinas da gripe e covid-19 nas mais de 2.300 farmácias que aderiram à campanha sazonal de vacinação, anunciou esta sexta-feira a Ordem dos Farmacêuticos (OF).
A campanha de vacinação sazonal contra a gripe e covid-19 outono/inverno 2023/2024 arranca em 29 de setembro, três dias depois do Dia Nacional do Farmacêutico.
Segundo a OF, ao longo dos últimos dias, milhares de farmacêuticos com competência ativa em Administração de Vacinas e Medicamentos Injetáveis frequentaram a ação de formação disponibilizada para atualização de conhecimentos sobre a nova vacina contra a covid-19.
Este ano, esta vacina vai ser administrada pela primeira vez nas farmácias comunitárias, às pessoas com 60 anos ou mais, em conjunto ou separadamente com a da gripe.
Além do alargamento do serviço de vacinação nas farmácias à vacina contra a covid-19, foram também recentemente regulados os serviços de renovação da terapêutica crónica e de dispensa de medicamentos hospitalares em proximidade, o que a OF considera "um claro sinal do contributo dos farmacêuticos comunitários para o acesso a serviços de saúde prestados em coordenação e complementaridade com o Serviço Nacional de Saúde (SNS)".
Na edição desta sexta-feira, o Jornal de Notícias relata que as vacinas que vão chegar às farmácias nos primeiros dias da campanha de vacinação não serão suficientes para dar resposta às reservas já feitas pelos utentes.
Segundo o jornal, as farmácias foram informadas esta semana de que, desde o início da campanha até dia 10 de outubro, está prevista a chegada de 175 mil doses de vacinas da gripe e de 205 mil doses o caso da covid-19, o que obrigou já a reagendar utentes.
Ao JN, a Direção Executiva do Serviço Nacional de saúde (DE-SNS) disse, contudo, que não se esperam "desvios significativos" nas entregas.
Os farmacêuticos que trabalham no SNS enfrentam períodos conturbados relacionados com o desinvestimento nos serviços farmacêuticos hospitalares e no acesso à carreira farmacêutica no SNS. O descontentamento destes profissionais com diversas matérias -- falta de pessoal, progressão na carreira -- levou-os a fazer diversas greves, a última das quais (nacional) no passado dia 19, com uma adesão a rondar os 90%.
As comemorações deste ano do Dia do Farmacêutico 2023 vão ficar também marcadas pela discussão da revisão do Estatuto das Ordens Profissionais, que motivou a audição da OF pelo Grupo de Trabalho da Comissão de Trabalho, Segurança Social no início desta semana.
Uma das matérias mais apontada pela OF nos novos estatutos aprovados pelo Governo está o facto de admitirem que não farmacêuticos possam realizar atos até agora apenas reservados àqueles profissionais.
O Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP) chegou mesmo a manifestar a sua "perplexidade" por ter tido conhecimento da proposta de lei de revisão dos estatutos das ordens -- aprovada em junho em Conselho de Ministros - através de uma conferência de imprensa.
Além das presenças do ministro da Saúde, Manuel Pizarro, e do diretor executivo do SNS, Fernando Araújo, que fará uma intervenção sobre a reforma dos serviços públicos de saúde, a sessão comemorativa pretende também homenagear os farmacêuticos que se distinguiram na valorização e prestígio da profissão, os que este ano completam 50 anos de profissão e os alunos do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas que obtiveram as classificações mais elevadas.
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